Category Archives: Segurança

PUVA AO RUBRO (tudo é uma questão de conveniência)

Claro que não podia deixar de comentar o acontecimento deste fim-de-semana em Povoação (Puva), ora essa!

Muitos revoltados, muitos cheios de razão, muitos cheios de raiva… o certo é que todos têm razão mas ao mesmo tempo não têm razão nenhuma. Confuso? Vou explicar!

Para quem não sabe, aprovou-se, há pouco tempo, uma lei nacional (definida e votada pelos deputados nacionais eleitos pelo POVO – veja aqui), onde consta que os estabelecimentos de diversão nocturna (bares, discotecas, pubs…) teriam que encerrar o expediente mais cedo do que o costume, tanto nos dias úteis como nos fins-de-semana.
Pois é, quando se fala de “diversão, sabura, paródia, festa…” o POVO enche-se de razão e faz o que fez. Mas quando se fala de outras coisas tão sérias como o entretenimento, como sendo a SEGURANÇA, O RESPEITO, QUEM e COMO os eleitos governam o POVO, SAÚDE, e muitos outras questão (tão importantes como o entretenimento, repito), não se vê e nem se vai ver manifestações desse calibre que aconteceu em Ribeira Grande. Sabem porquê?
Resposta simples: Tudo é uma questão de conveniência, de exibição e sobretudo de aparência. Passo a explicar:
1- Há muito tempo que este nosso Concelho perdeu o sentido de AUTORIDADE, tanto policial como governamental. Não se pune, não se educa, não se dá o exemplo, não se faz coisa nenhuma para justificar o nome “AUTORIDADE”.
2- Quem não sabe o quão impune tem sido a polícia de Povoação com certos delinquentes que constantemente perturbam a vida dos outros nesta localidade? Perguntem a qualquer coitado de PUVA que este saberá vos dar conta de quem falo. Porém, além de nunca terem sido punidos como deveriam ter sido, continuam a desacatar as ordens e a arrumar cada vez mais confusões. Sabem o que isto origina? Precedências. Isso mesmo: “faço, não sou punido, porque não fazer de novo já que apanhei o gostinho da coisa?!”
3- Uma Ordem Policial que até exibe poder apenas quando lhe convêm (sim, têm poder, mas não lhe dão uso sempre, apenas quando convêm) Não pode ter estofo suficiente para usar da palavra ORDEM. Culpados? Muitos suspeitos, poucos condenados! Lembram-se do dia em que foram exibir os equipamentos novos (fardas blindadas, capacetes, escudos, armas novas…), numa festa de jovens que terminou com uma guerra entre pouquíssimas pessoas? Ouvi dizer que as armas usadas para dispersar o povo de ontem não continham balas de borracha?! Há quem tenha até encontrado as balas e guardadas em casa. Será isso verdade?! Eu não descarto tal hipótese, conhecendo o meu riquíssimo país sem justiça tal como o conheço… “não ponho a minha mão no fogo”.

4- Um lugar com uma certa dificuldade em manter os estabelecimentos a funcionar, devido a inúmeros factores negativos que vêm tirando poder de compra dos seus habitantes (factores esses expostos pelo presidente da INE há menos de 1 semana, que deixaram ainda mais preocupados todos os intervenientes desta Ilha), não se percebe como se criam tais leis, aprovam-nas, e sem mais nem menos fazem-se cumprir, como se a minoria da assembleia fosse mais soberana que o povo que os elegeu. Paradoxal, pois não? Não, não é. Isto é fruto da conformidade de todos, sobretudo do povo. O nosso povo só tem força para discutir “paródia, sabura, futebol…”

5- Onde já se viu implementar uma lei e não criar alternativas para as inúmeras lesões que esta mesma lei cria? Mais uma que não me espanta. Foi como criar a nova estrada Porto Novo-Janela, sem preparar alternativas para os moradores das zonas afectas a antiga estrada Porto Novo- Ribeira Grande. Deu no que deu.

“Se não cortam males pelas raízes, esperem para ver o tamanho da árvore”

Eu sou de acordo que deve-se estabelecer limites horários e níveis de perturbação em zonas de caris habitacional sim, até porque quando se trata do nosso sono, somos os primeiros a jogar água quente nas cabeças dos outros. Mas quando não nos convêm… aí fica chato. Porém eu nunca serei a favor da proibição de diversão, quando não criam alternativas, ou seja, quando não se disponibilizam a preparar áreas nocturnas, tal qual existem em todos os lados do mundo, muito menos facilitam a mudança dos comerciantes que até querem contribuir. Quem hoje finge que não sabe que em zonas habitacionais de muitos países civilizados, a partir de determinadas horas não há barulho, porque as pessoas querem acordar “frescos” para mais um dia de trabalho, estas pessoas só falam assim porque as convêm. Em Lisboa, por exemplo, nas zonas onde eu vivi durante 11 anos, nunca ouvi barulho a partir da 00h ou até antes. Mas no Bairro Alto, zona de diversão nocturna, é barulho que se farte. Na avenida 24 de Julho então, nem se fala. Em muitas outras zonas, mesmíssima coisa, dependendo da tipologia das mesmas.
Sabem porque ninguém reclama? Porque têm alternativas. Aí está a diferença.

6- Há muitas vozes revoltadas com esta situação, mas há revoltas e revoltas, convenhamos. Reivindicar queimando pneus no Terreiro às 04h da madrugada? Jogando garrafas nas janelas dos vizinhos que também protestavam um direito deles de DESCANSAR? Protestar aos gritos por toda a vila, numa hora em que a maioria DORME? Quebrar pára-brisas do carro da polícia? Quebrar faróis do carro da polícia?

É, como diz o outro, “com tanta razão, foi meter-se a besta e perdeu-a toda”. Com tantos motivos para ganhar a batalha, entregou-se de mão beijada ao bandido, dando-o razão por não saber agir.

Eu sou a favor da revisão desta lei e da criação de alternativas aos jovens da vila, por isso, deixo aqui algumas sugestões de manifestações pacíficas que sempre deram mais frutos do que actos de vandalismo. Sim porque, quando tínhamos apenas com o que atacar, ao agirmos de forma errada, passamos a estar obrigados a defender de nós próprios. Muita ironia!

Sugestões de protesto:
– Abaixo-assinado – Já que quem elege os poderes políticos é o POVO e que o político é eleito para cuidar do POVO, nada mais certeiro do que juntar um grande número de assinaturas favoráveis ao que se quer protestar, mostrando ao poder político quem é soberano? Cria-se um bom texto expondo a situação e os motivos do protesto e saem-se as ruas colhendo assinaturas. Quem já fez isso em Povoação? Ninguém. Só fazem barulho quando se trata de “paródia”.
– Porque não organizar uma marcha contra tal lei, ou uma corrente humana, já que estão a alegar que é a maioria que não está de acordo? Imaginem só se a maioria for a favor desta lei??? Imaginem??? Como diz os velho ditado: “os incomodados é que se retiram”. Mas eu prefiro acreditar que a maioria é CONTRA O ENCERRAMENTO A TAIS HORÁRIOS SEM SE CRIAREM ALTERNATIVAS, mas e se não for? E se a maioria quiser que Povoação se transforme num DORMITÓRIO, como muitos têm comentado estes dias??? E se… e se….
Muitos SE’s e pouca acção. Vamos mais é protestar com a cabeça e não com o coração, caso contrário vamos perder a razão e não haverá mais solução.
– O voto. Protestem na hora do voto. Ah e tal, são todos iguais, e tal… Minha gente, voto em branco, também é uma forma de protesto. Saibam mais aqui

Sejam coerentes não apenas com aquilo que vos convêm individualmente, e parem para pensar antes de mover acções que afectam uma comunidade inteira.
Ah, já ia me esquecendo: “Os que estão presos, não deram a devida atenção àqueles que já começaram o barulho há muito tempo, porém estão no conforto das suas casas e dos seus Facebooks, mandando vir com tudo e com todos, porém, sabem onde e como agir, portanto, fiquem mais atentos e não deixem ser corrompidos com as ideias dos outros. Pensem e agem com a vossa própria cabeça, porque tal como se viu, estão a pagar um preço muito caro por terem deixado os vossos impulsos falaram mais alto do que a vossa razão.” Que aprendam a lição e venham mais fortes (mentalmente) para ajudar neste e muitos outros protestos que sempre vão ser necessários para acabar com os mandos e desmandos da minoria perversa!

Délio Leite (Déy)

Image

Image


Nôs Cabu Verdi di Fachada (…) DESVIO, FRAUDE, CORRUPÇÃO, CRIME (…)

Imagem

Nem será preciso dizer muito. Apenas acompanhe o racioncínio das notícias que vamos expor de seguida, e tirem as vossas próprias conclusões quanto ao estado do nosso país (CABO VERDE), onde a ganância, a sede de poder, a desigualdade, a falta de compaixão e respeito ao próximo e o mundo da aparência tomou conta dos nossos patrícios. O pior é que para alguns isso é a consequência da evolução, quando é exactamente o contrário – RETROCESSO.

Vejamos:
Corrupção nas Finanças – Cerca de 36 mil contos desviadosImagem
Desvio BCA – Porto Novo – Mais de 100 mil contos desviados

Alfândega do Aeroporto da Praia – Sumiço de 6 mil contos
Desvio na Ribeira Brava – Cerca de 10 mil contos sumidos
Desvios na Caixa Económica de Coculi e Espargos
LANCHA VOADORA (dossier completo em PDF, neste link)

Reflitamos!

– “QUANTO MAIS SUBIMOS, MAIOR SERÁ A QUEDA”
– “O QUE MAIS ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS, MAS SIM, O SILÊNCIO DOS BONS”
– “O PIOR CEGO É AQUELE QUE TEIMA EM NÃO QUERER VER”


Análise da Sondagem – Segurança no Concelho da R.G.

 

 

 

Fazendo uma, não exaustiva, análise da sondagem “Segurança no Concelho da Ribeira Grande”, chegamos as seguintes conclusões:

1 – Positiva – Cerca de 35%, tem uma percepção positiva do nível de segurança em Ribeira Grande, dos quais 22% acha que a segurança “está como sempre esteve, pois o povo é sereno e respeitador”, 10% “não vê razões para se preocupar” e os restantes 3% acha que “o nível de policiamento é muito bom, por isso, estamos seguros”

 

 

 

 

 

 

– O Plurim acha que, a “serenidade do povo” é constantemente confundida com passividade, submissão, comodismo e conformismo, aspectos esses responsáveis pela condução de qualquer percurso ao abismo (caminho de difícil recuperação). Aquele que vê, sente, discorda, reclama apenas para si, teima em conviver com a desgraça, contribui fortemente para o insucesso do que quer que seja, neste caso concreto, para o péssimo nível se segurança no nosso concelho.

2 – Negativa – outros 52% das pessoas que responderam à sondagem, mostram-se preocupadas com a perda de segurança no conselho, pois, cerca de 32% atribui esta responsabilidade aos jovens (algo que terá certamente a ver com o nível do desemprego do concelho, a falta de ocupação, ao nível de escolaridade e pobreza dos pais e consequente educação destes perante os jovens), os restantes 20% atribuem a responsabilidade à Polícia de Ordem Pública, por considerarem o nível de policiamento precário e a consequente impunidade dos repetitivos infractores das actividades públicas (é fácil adivinhar quem vai ser responsável pelo próximo desacato aquando da próxima festa, actividade no polivalente, ou seja, onde estes sabem que serão o centro de todas as atenções).

 

 

 

 

 

 

 

 

Soubemos, de fonte segura, que um policial do nosso concelho pediu à um superior que perdoasse o infractor por ter feito este mesmo superior ir parar ao hospital para levar 7 pontos em cima no nariz, depois deste ter agredido o policial com a ponta das suas chaves. É caso para dizer: Estamos tramados, pois, já se percebeu que os nossos policiais têm medo de represálias (irónico isso, pois não…). Se forem accionados e o barulho for maior que o ouvido deles, ou não atendem a chamada, ou por e simplesmente passam no local do barulho, bom tempo depois, ou bem longe.Há jovens que afirmam: “eles já se vão embora, vais ver o que lhe vai acontecer”.

No verão de 2009, houve uma desacato que durou mais de 30 minutos, que começou na porta da discoteca S’rré Negra (50 metros da esquadra), continuou pela rua D. Luís, foi pela rua da igreja, continuou no terreiro e morreu em frente à “praça de sr. padre”. Mas, quando passava em frente a “plar d’igreja”, alguém ligou para à POP a dar conta do sucedido, só que, para o azar deste, a namorada de um dos responsáveis pelo desacato, deu conta da ligação e ameaçou o “quixument”: “Já bo tchmés, log a seguir eh bo vez“. Isto foi dito com uma naturalidade, dando a sensação que já sabem que aquilo não vai dar em nada. Minha gente, este desacato envolveu arma branca e arma de fogo (tendo esta sido utilizada apenas para ameaçar o adversário). Os policiais apareceram 10 minutos depois da chamada (da esquadra para o terreiro são apenas 3 minutos á pé), de carro, pararam no local alguns segundos e seguiram viajem rumo aos aposentos, onde possivelmente alguém os teria “importunado o espírito”.

3 – Outros 13% acham que não se dá a devida atenção a globalização e aos efeitos negativos que as áreas “mais favoráveis” terão sobre as “menos favoráveis”. A facilidade de troca constantes entre elas, acaba por originar tais incidências que, se não forem dadas a devida e momentânea atenção, só trará prejuízos aos habitantes do respectivo lugar.

 

 

Percebemos, no entanto que, segundo dados do estudo feito em 2007, sobre a o crime e a corrupção em Cabo Verde, muitas coisas falham no que diz respeito a não resposta positiva dos agentes de segurança, pois, não estão preparados para tal.

Incomodá-nos também saber que, se algum evento público for feito por parte de algum grupo dinamizador do concelho, eles mesmos é que pagam os serviços de policiamento, de forma a garantirem um bom nível de segurança nas suas actividades. Sem falar, no preço que cobram tendo em conta o nível de vida das pessoas e o preço que estas mesmas pagam para conseguir se entreter nesta tais actividades, ou seja, visto que o custo de vida é reduzido, o custo da diversão é consequentemente reduzido para se poder ter boa aderência de público, mas, boa parte deste receita, vai para à POP, porque exigem o número de policiais que acharem convenientes, sem falar que, dependerá sempre da disponibilidade individual de cada um deles porque quando se faz o policiamento dos eventos, são chamados aqueles que se encontrarem em folgas no horário respectivo do evento. Quem souber qual o enquadramento legal ou não deste procedimento policial, pedimos o favor de nos informar ou que poste aqui através de comentário, o link e a explicação relativa, de forma a esclarecer os nossos conterrâneos.

Outras questões preocupantes relativas as zonas rurais, da quais não temos informação concreta, gostaríamos de propor aos moradores destas áreas que partilhasse connosco algumas ocorrências e a forma como foram e são resolvidas tais questões de segurança nas suas localidades. Isto fará com que este assunto seja tema de conversa nos próximos tempo, fazendo com que as pessoas de direito tenham mais atenção a estas questões.

Acreditamos que a passividade, a submissão, o comodismo e o conformismo, são características que devemos eliminar do nosso meio, por contribuírem para a aumento da insegurança na Ribeira Grande.

Cordialmente,

 

Plurim

 

Obs. Aconselhamos vivamente que leia este “ESTUDO SOBRE O CRIME E CORRUPÇÃO EM CABO VERDE” e retire daí as suas próprias conclusões.


Segurança no nosso Concelho…boa ou má?

Vote na sua opinião e contribua para o melhoramento da segurança no nosso concelho.

Basta escolher e clicar em “vote”.

Se quizer ver os resuldados, clique em “view results”

Comentários e sugestões sobre esse tema, também são bem-vindos.

Cordialmente,

Plurim