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Problema comum: “Dor nas Costas”

O que é dor nas costas?

Esta dor também é chamada principalmente de DOR NAS COSTAS, DOR LOMBAR ou LOMBALGIA.
Além destes nomes existem outros sinônimos usados popularmente como LUMBAGO, DOR NA CINTURA, COLUNA TRAVADA e até o exótico ESPINHELA CAÍDA.

Geralmente a pessoa se queixa de uma DOR DIFUSA, na região baixa da coluna vertebral, próxima à cintura e acima das nádegas. (Esta região da coluna é chamada de COLUNA LOMBAR).

A dor no início pode ser leve e ir aumentando gradativamente, piora com os movimentos e melhora na posição deitada. A coluna parece “TRAVADA” e o doente , devido ao espasmo muscular na região lombar, anda com o corpo rígido ou encurvado. Aos mínimos movimentos surge uma DOR ou uma PONTADA e o doente pode referir uma “FALHA” na sua coluna ou nas pernas “é como se as pernas não agüentassem o peso do corpo“.

A DOR NAS COSTAS comum que todos nós conhecemos aparece principalmente pela manhã e melhora logo após você se levantar e começar a andar. Você sente DOR ao se curvar para lavar o rosto e sempre está em busca de uma melhor posição. Ela em geral desaparece e retorna no fim do dia e você não vê a hora de chegar em casa para tomar um chuveiro quente e se deitar, pois sabe que o alívio virá logo depois.

Este quadro doloroso pode se tornar crônico e estar sempre presente ou desaparecer e reaparecer em intervalos variáveis. Ela surge após a pessoa ficar sentada ou de pé por algum tempo; você pode até querer interromper uma conversa para encontrar um lugar onde se encostar durante uma viagem, quando se fica no carro parado no transito ou mesmo durante uma sessão de cinema. Você começa a entendê-la e sabe até prever em que situações ela reaparecerá. Em certos casos ela é tão frequente que a pessoa se sente realmente doente, pode passar por períodos de DEPRESSÃO, torna-se ANTISSOCIAL e mal humorado e às vezes se pergunta, será que eu tenho uma doença mais grave, pode ser CÂNCER?

Estes doentes comparecem à consulta médica mostrando grande ansiedade e precisam reiteradamente serem convencidos que a sua DOR NAS COSTAS nada tem a ver com CÂNCER.

A DOR NAS COSTAS também pode ter início rápido e agudo, geralmente motivada por um movimento brusco referido como “MAU JEITO” ou queda.

Esta DOR é intensa e o portador vê-se obrigado a ir para a cama e lá você fica imóvel, deitado, não conseguindo se levantar até para tomar um banho ou se alimentar.

Aos mínimos movimentos surge uma pontada extremamente dolorosa na nádega ou em algum local da perna. A elevação do membro é difícil ou mesmo impossível.

Às vezes a DOR NAS COSTAS vem acompanhada de dor em uma das nádegas que se prolonga (irradia) para a face posterior da coxa e também para a panturrilha (batata da perna), podendo também chegar até a face lateral do pé. Esta dor é diferente, é a chamada DOR CIÁTICA.

Quando associadamente aparece FORMIGAMENTO ou PERDA DE FORÇA nas pernas ou PERDA DE SENSIBILIDADE, deve tratar-se de lesões mais sérias e o doente necessita urgentemente de uma consulta MÉDICA.

POSSO MELHORAR EFETIVAMENTE DE MINHA DOR NAS COSTAS?

Esta é a pergunta mais importante, e a resposta é SIM.

Na grande maioria dos casos a DOR NAS COSTAS tem um caráter benigno e a sua recuperação é apenas uma questão de dias ou semanas e a pessoa pode retornar ao trabalho com segurança.

Também com uma certa freqüência ela pode retornar periodicamente através de crises de intensidade variável.
Somente através de um correto tratamento preventivo é que se evitam estas crises repetitivas. A PREVENÇÃO É A CHAVE PARA O SUCESSO.

Fonte: http://www.dornascostas.com.br


Diabetes atinge pelo menos 346 milhões de pessoas no mundo

Pelo menos 346 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem algum tipo de diabetes, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). O órgão alerta, entretanto, que o número pode dobrar até 2030, caso não haja intervenção no cenário global. Atualmente, quase 80% das mortes provocadas pela doença são registradas em países de média e baixa rendas.

No Dia Mundial contra o Diabetes, nesta quarta-feira, a OMS pede maior atenção para um problema cujas taxas de incidência estão aumentando em todo o planeta e também cobra dos governos ações para prevenir novos casos.

O diabetes é uma doença crônica provocada pelo mau funcionamento do pâncreas, que deixa de produzir insulina em quantidade suficiente ou quando o corpo não consegue efetivamente absorver  a insulina que produz, o que aumenta a concentração de glicose no sangue (hiperglicemia).

O diabetes tipo 1 se caracteriza pela ausência de produção de insulina. Os sintomas podem aparecer abruptamente e incluem excesso de excreção de urina, sede, fome constante, perda de peso, alterações na visão e fadiga.

O diabetes tipo 2 é provocado pelo uso ineficiente da insulina e geralmente resulta de excesso de peso e sedentarismo. Os sintomas podem ser similares aos do diabetes tipo 1, mas geralmente são menos marcantes. Por essa razão, muitos casos são diagnosticados em estágio mais avançado, quando as complicações já começam a aparecer. Até recentemente, a doença era identificada apenas em adultos, mas já há casos entre crianças.

O quadro de diabetes gestacional é resultado de hiperglicemia identificada pela primeira vez durante a gravidez. Os sintomas mais comuns são similares aos do diabetes tipo 2, embora esse tipo da doença seja geralmente identificado durante o pré-natal e não por meio de sintomas.

Fonte:| Jornal Correio do Brasil


O lixo e os sobreviventes de Lombo Branco…

 

Borbóxe - Lombo Branco - Ribeira Grande

A propósito de sustentabilidade, ecologia, reciclagem, referidos neste artigo, vejam um dos melhores exemplos no mundo em relação ao tratamento do lixo e consequente melhoria da saúde pública.

Ali, puro e simplismente, preocupam-se com o próximo.

E nós, faremos o mesmo quando (Preocupar com o outro)?

Para quando uma solução para o lixo em “borbóxe” que maltrata a saúde das pessoas de Lombo Branco?

E os estudos que fizeram, não contemplavam solidariedade Humana? Pois devia!

 

Não pessoal, não pedimos um sistema idêntico à este que vão ver no vídeo… Não! Apenas pedimos um pequenina mostra de preocupação para os demais que vivem e convivem connosco diariamente no nosso habitat. SERÁ PEDIR MUITO?

Egoísmo é feio. Muito feio.

Eis o exemplo:

Délio Leite


Fisioterapia em Santo Antão (Rea Coutinho)

Olá a todos!

Gostaria de falar um pouco sobre a minha área de formação que é a Fisioterapia porém, não poderia começar a falar da mesma sem antes fazer com que as pessoas entendam o seu significado e qual é a sua área de actuação.

Fisioterapia é uma área da saúde que ainda está a dar os seus primeiros passos em Cabo Verde. Actualmente é muito mais conhecida uma vez que as pessoas têm notado os seus benefícios em termos de reabilitação de doenças nas diferentes especialidades médicas e também, devido ao número crescente de Fisioterapeutas formados no país.

O Fisioterapeuta dirige a sua actuação para pessoas de diferentes faixas etárias (desde bebés à idosos) e nas diferentes especialidades como: pediatria, geriatria, neurologia, ortopedia, doenças respiratórias, ginecologia, etc., requerendo sempre a melhora da qualidade de vida das pessoas que procuram esse serviço, recorrendo ao uso de meios físicos (ex: água, calor, frio, electricidade) e de exercícios terapêuticos.

O número de Fisioterapeutas no mercado cabo-verdiano tem aumentado ao longo dos anos e consequentemente o número de desempregados. Tendo em conta os seus benefícios, é certo que há necessidade de Fisioterapeutas em todos os hospitais do nosso país ou pelo menos em algumas ilhas com as condições mínimas para a implementação da mesma.

Em relação a realidade de Santo Antão, a Fisioterapia não tem muita expressão, vou assim dizer. Recentemente foi criado uma clínica de Fisioterapia no Porto Novo com o intuito de prestar cuidados de saúde à população, nessa área. A maioria dos Fisioterapeutas empregados encontram-se todos no privado, porque a nível do estado como eu digo sempre, não querem saber de nós. Há mais de 10 anos, se não estou em erro, existe o curso de Fisioterapia em Cabo Verde, homologado pelo Ministério da educação e desde então ainda não tem nenhum enquadramento aos Fisioterapeutas. Os meus documentos encontram-se no Ministério desde 2006, quando terminei a minha graduação onde referia a minha vontade em ser colocada na ilha de Santo Antão.

Quem não tem as condições mínimas para abrir o seu próprio negócio fica simplesmente a espera de uma luz verde da parte do Ministério da Saúde, que apareça alguma vaga nos privados ou começar a fazer voluntariado nos hospitais (como é o caso de alguns colegas). Só que chega um dia em que a situação fica insuportável. Porquê? Porque ninguém vive o resto da sua vida de voluntariado, toda a gente tem contas a pagar e alguns até uma família para sustentar ou mesmo créditos no banco à pagar como foi o meu caso. Eu tive “sorte” uma vez que mesmo antes de defender a minha tese já tinha iniciado a minha vida profissional numa clínica privada fundada por professores meus.

Tenho sempre demonstrado a minha vontade em ficar em Santo Antão e prestar esse tipo de cuidados de saúde as pessoas da minha ilha. Quando estou aí algumas pessoas perguntam porque não vou para Santo Antão trabalhar e, hoje pretendo responder o porquê. Trabalho na cidade da Praia, numa clínica privada desde Julho de 2006 e, nesse mesmo local sou respeitada e remunerada pelo trabalho efectuado. Para voltar a Santo Antão teria de ter um meio de sustento. Já que como funcionária pública não é possível (por falta de orçamento para tal como me foi informado no Ministério da Saúde) e no privado teria de abrir a minha própria clínica (que também exige certas condições e poder de compra por parte dos utentes).

O investimento numa clínica de Fisioterapia é muito dispendioso (vejo isso no meu dia-a-dia profissional) e, temos sempre de medir as consequências de tal passo. Estando de férias, já atendi algumas pessoas em casa e vejo sempre a necessidade de terem esse serviço cada vez mais próximo. Se fosse viver em Santo Antão, gostaria de trabalhar no nosso Hospital atendendo pessoas principalmente as que não tem condições de pagar pelo serviço no privado e, a partir daí avaliar a possibilidade de investir no meu próprio negócio.

Assim, esperançosa, continuo sonhando com a minha ida para Santo Antão e espero que a mesma não demore tanto tempo visto que, como os outros jovens santantonenses, depois de formados, quero ajudar no desenvolvimento da nossa amada Ilha.

Fisioterapeuta: Rea Coutinho