Category Archives: Economia

Nôs Cabu Verdi di Fachada (…) DESVIO, FRAUDE, CORRUPÇÃO, CRIME (…)

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Nem será preciso dizer muito. Apenas acompanhe o racioncínio das notícias que vamos expor de seguida, e tirem as vossas próprias conclusões quanto ao estado do nosso país (CABO VERDE), onde a ganância, a sede de poder, a desigualdade, a falta de compaixão e respeito ao próximo e o mundo da aparência tomou conta dos nossos patrícios. O pior é que para alguns isso é a consequência da evolução, quando é exactamente o contrário – RETROCESSO.

Vejamos:
Corrupção nas Finanças – Cerca de 36 mil contos desviadosImagem
Desvio BCA – Porto Novo – Mais de 100 mil contos desviados

Alfândega do Aeroporto da Praia – Sumiço de 6 mil contos
Desvio na Ribeira Brava – Cerca de 10 mil contos sumidos
Desvios na Caixa Económica de Coculi e Espargos
LANCHA VOADORA (dossier completo em PDF, neste link)

Reflitamos!

– “QUANTO MAIS SUBIMOS, MAIOR SERÁ A QUEDA”
– “O QUE MAIS ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS MAUS, MAS SIM, O SILÊNCIO DOS BONS”
– “O PIOR CEGO É AQUELE QUE TEIMA EM NÃO QUERER VER”

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O “Vôo da Galinha” da Economia de Cabo Verde

Depois do “milagre” econômico conseguido na década de 70, fruto dos elevados investimentos públicos financiado pelos petrodólares para a infra-estruturação do país, na década seguinte, com o primeiro choque de petróleo e com o conseqüente aumento brusco das taxas de juros internacionais, o Brasil enfrentou uma dura recessão com crise da dívida pública, a chamada de “Década Perdida”. Esse fenômeno econômico cíclico foi designado pelos Economistas de “Vôo da Galinha”, isto é, crescimento econômico considerável e sem sustentação.

Assim como, a galinha é incapaz de manter um vôo por mais de alguns segundos e, via de regra, é curto, da mesma forma, o crescimento econômico obtido não perdura e é curto. Essa falta de sustentação do vôo decorre da falta de investimento prévio ou se for interrompido temporalmente (Stop and Go).

O atual desenho da conjuntura econômica de Cabo Verde me leva a crer que, salvo erro, estamos aproximando dessa situação. Debruçaremos então sobre esse pensamento;

 Dados do INE  (Instituto Nacional de Estatística) nos mostram um comportamento crescente do PIB desde 2002, quando o resultado efetivo foi de 4,6%, passando para 4,7% em 2003 e 5 % em 2004. Essa trajetória permaneceu pelo que, em 2005, ano eleitoral, a Economia cresceu 6,4%, com destaque para o consumo privado ( cresceu 5,3%).

Em 2006 a nossa Economia teve um “crescimento chinês” de 10,8%, impulsionado por elevados investimentos (públicos e privados) e, também, pelo crescimento no setor bancário e da telecomunicação.

Já em 2007 temos uma mudança dessa tendência visto que, nesse ano o PIB cresceu 7,8%, representando uma redução de 3% em relação ao ano anterior. Tal fato reflete um declínio do Investimento Estrangeiro Direto, que cresceu 58,8% em 2006 e 33,3% em 2007. No setor de construção civil e obras públicas houve crescimento de 9,9%, contra os 14% que se registrou em 2006 (INE, 2007).

Em 2008, ano de adesão do país à Organização Mundial do Comércio (OMC) e da elevação a País de Rendimento Médio, o PIB cresceu 6,1%, já sentindo os reflexos da crise internacional iniciada nesse ano.

No ano seguinte, com o agravamento da crise e do seu impacto macroeconômico à nível nacional a economia cresceu apenas 4%. Em 2010, por conta da política anti-crise do governo central, a economia tem uma pequena e quase imperceptível recuperação, ao crescer 5,6%.

De acordo com as informações do INE em 2011 o PIB se estabilizou em 5%. Para 2012 a tendência é de agravamento, por conta da crise da dívida soberana na União Européia, nossos principais parceiros comerciais.

Aliado à tudo isso temos o aumento da taxa de desemprego, aumento do déficit público e da dívida pública (que hoje situa nos 93,7% do PIB), diminuição dos investimentos (motor do crescimento) e o agravamento das contas externas.

Portanto minha gente, se esse cenário de desaceleração do crescimento econômico continuar pelos próximos anos (pelo menos até o fim dessa década) por falta de sustentação, demos, então, um “vôo de galinha”. (crescer e não manter esse crescimento). Temos de trabalhar e tomar boas medidas para que isso não aconteça!

Assim, para que esse cenário não se desemboque numa “década perdida”, ainda há tempo de colocar o pé no freio e reverter essa situação constrangedora. Uma política fiscal condizente com a realidade do país e uma política de ataque radical ao desemprego e de incentivo aos investimentos, seriam uma grande saída.

 

Carlos Bentub

Economista


Preocupante… Centro Cultural 7 Sóis 7 Luas


Qual o meu espanto, quando me deparo com esta afirmação, que afinal o Centro Cultural 7 Sóis 7 Luas, que iria ser construído na Povoação da Ribeira Grande, que já conta com um projecto bem interessante, vai agora ser construído na Ponta do Sol.

Porque será?
Porque mudar? Para fomentar mais ainda o bairrismo Ponta do Sol/Povoação?
Porque apresentar um projecto para uma zona e de repente, sem explicação nenhuma, deixa de ser neste lugar, para ser no outro?
O que estará na mente do nosso presidente da Câmara?
Qual a real intenção desta mudança?
Terá alguma coisa a ver com o terreno na Praça d’Itália, junto ao espaço onde recebe o festival desde 1998?
Será que vamos deixar que mais este desmando aconteça?
A Primeira Vila (hoje Cidade) a receber este festival em Cabo Verde, foi Povoação. Nada mais justo do que manter o dito Centro Cultural, no local antes anunciado, pois não?
Algo cheira mal neste história. A ver vamos onde isto vai parar.

Queremos explicações Sr. Presidente! Exigimos explicações!
Esperemos que sejam plausíveis, caso contrário apelaremos à real força do Povo para se perceber quem realmente é proprietário da RIBEIRA GRANDE.

Vejam o video, onde o director do festival, nos dá a novidade:

Centro Cultural 7 Sois 7 Luas – Ponta do Sol


Boa Noticia: “Fundo de Capital de Risco vai contribuir para financiamento das PME cabo-verdianas – ADEI”

“Boas notícias é do que realmente precisamos!” (Jo Pan, 2012).

No outro dia o Sr. José de Oliveira (Jo Pan) fez um apelo à necessidade de “boas noticias” para promover o nosso país/ região.

Assim com ar de boa noticia, que infomamos que o presidente da Agência de Desenvolvimento Empresarial e Inovações (ADEI), Frantz Tavares “disse na passada quinta-feira na Praia que o fundo de capital de risco em fase de concepção, vai contribuir para o financiamento e crescimento das pequenas e médias empresas (PME) cabo-verdianas”.

Frantz Tavares, que falava numa conferência sobre o tema “Capital de risco: uma solução ao financiamento e crescimento das PME”, disse que este instrumento dotado de uma abordagem diferente do financiamento provido pela banca comercial, apresenta-se como parceiro de negócio.

O Fundo investe no capital da empresa e aporta expertise (capacidade de gestão) e networking, consistindo desta forma num factor de desenvolvimento e crescimento de negócio, explicou Frantz Tavares, justificando a vantagem da criação deste instrumento.

Dentre as vantagens, o fundo permite que as PME cabo-verdianas possam alavancar o seu financiamento através do crédito comercial com perfis de risco menores, diminuindo os custos do empréstimo.

“O capital de risco não exige garantias e está presente na empresa a fazer o acompanhamento. A banca tradicional não está presente e não apoia as empresas”, esclareceu Frantz Tavares, acrescentando que os oito bancos que estão em Cabo Verde não conseguem dar resposta a tudo, razão por que as empresas continuam a sentir dificuldades para financiar a sua actividade e o seu crescimento.

Estudos realizados pelo Fórum Económico Mundial, pela UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial) e várias outras organizações nacionais e internacionais vêm reiterando há vários anos que o acesso ao financiamento é uma das principais ameaças do ambiente de negócios.

“Isso manifesta-se na criação de empresas, dado que muitos projetos empreendedores não são financiados através da banca tradicional, mas também, várias micro, pequenas e médias empresas (MPME) sentem dificuldades de funding para financiar a expansão e crescimento do negócio”, explicou a ADEI.

Com a criação do Fundo prevê-se todos os anos a mobilização de cerca de 50 mil contos. Depois de cinco ou seis anos o fundo vai ter em média uma disponibilidade de financiamento à volta dos 300 mil contos, perspectivou Frantz Tavares.

“Com votos de uma boa notcia  esperamos que  o Fundo Capital de Risco se revigora em um  instrumento valioso para acelerar o processo Empreendedor”.

Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas


Aeroporto de Santo Antão: “Mito ou Realidade”

 No dia 1 de Novembro do corrente mês o Jornal Expresso  das ilhas online  reportou a  noticia na qual os operadores turísticos e responsáveis municipais Santantonenses afirmam que “a construção do aeroporto de Santo Antão  afigura-se entre os projectos considerados decisivos para o desenvolvimento do turismo na ilha das montanhas, segundo operadores turísticos“.

Neste sentido, nós queremos saber qual é a sua opinião sobre o tema. Favor, deixe o seu comentário para enriquecer o debate!


É tempo de inventar com inovação

Ao diferenciarmos estes dois conceitos estamos dando um grande passo para acelerar o crescimento. Parece uma visão simplória, mas ao analisarmos com mais cuidado percebemos que não é bem assim. Vejamos que a invenção está intimamente ligada a criação do novo, podendo ser um novo produto ou uma nova forma de produzir, porém nem sempre a invenção tem a praticidade e o valor económico. Em outras palavras, de nada adianta investir em novos empreendimentos ou ideias se estes não têm praticidade de mercado. Quem inventa (um novo produto/processo) deve considerar que tal ocorre dentro do que pode-se chamar de esfera tecno-científica, na qual pode desaparecer para sempre. O sucesso de uma invenção depende do seu grau de inovação. Portando a invenção apenas vai assumir uma maior importância económica quando se transforma em inovação.

Nesta direção, assim como o Primeiro-ministro José Maria Neves acredito que a Inovação é o eixo central ao desenvolvimento do nosso país:

“O país atingiu um patamar de desenvolvimento que nos obriga a dar um grande salto qualitativo nos próximos tempos. Arrancamos, pois, com uma nova geração de políticas públicas visando a qualificação do país para mais e melhor produção, mais negócios e empresas, mais exportação e mais riqueza. Optimizar as infra-estruturas, qualificar os recursos humanos, a saúde, o turismo, enfim os diferentes sectores de actividade, introduzir tecnologias modernas, criar ideias novas e inovar estarão no centro das nossas atenções. Temos de primar pela eficiência na execução e eficácia nos resultados e por uma cultura de excelência, a todos os níveis, tanto na esfera pública como na esfera privada (NEVES, JOSÉ, 2012)

A inovação, por sua vez invoca a esfera económica. Inovar não é apenas criar algo tecnologicamente novo, mas sim dar um destino económico para uma nova ideia, que pode ser, ou não, fruto de alguma invenção. A inovação, portanto, é composta por uma aplicabilidade comercial da invenção que tem como característica a criação de uma função nova, através do emprego de recursos de uma forma inusitada.

Neste sentido podemos afirmar que existe uma grande relação entre a riqueza de um país e o seu grau de inovação. Países como Inglaterra, os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul, França e a Alemanha investem em torno de 3% do PIB em ciência e tecnologia e as pesquisas indicam uma correlação entre gastos com a inovação e P&D (pesquisa e desenvolvimento) e a riqueza destes países.

Até poderá parecer um cliché afirmar que a Inovação é uma componente “sine qua non” ao desenvolvimento/crescimento de Cabo verde, mas é mesmo isso, precisamos de pessoas com atitudes inovadoras, pessoas empreendedoras, precisamos de empresas inovadoras, precisamos de processos inovadores, precisamos de políticas públicas e privadas inovadoras, precisamos de uma sociedade inovadora.

Portanto, afim de desencadear uma onda de crescimento vamos unir os esforços durante a GEW (Semana Global do Empreendedorismo) e gritar bem forte “é tempo de inventar com Inovação”.


Salário Mínimo em Cabo Verde: Problema ou Solução?


O salário mínimo em Cabo Verde foi algumas das promessas de campanha e está agora em discussão se de facto o mercado de trabalho de Cabo Verde pode suportar uma imposição como esta.

 O salário mínimo é direccionado à mão-de-obra não qualificada, especialmente aos jovens. A discussão sobre esta imposição deve ter como base dois grandes pilares: Teórico e Prático.

QUESTÃO TEÓRICA

As justificativas usadas pela maioria dos governos do mundo, na imposição de salário mínimo aos mercados, são de reduzir o poder dos empregadores estabelecendo salários demasiadamente baixos e com isso proteger os trabalhadores menos qualificados de serem explorados, fazendo uma redistribuição da renda, favorecendo este mesmos trabalhadores menos qualificados.

Porém para entendermos se, de facto, o salário mínimo protege os trabalhadores menos qualificados teremos de entender, em primeiro lugar, como funciona o mercado de trabalho. Este pode ser explicado como a intersecção das curvas de procura e oferta de trabalho. O ponto de equilibro do mercado situa-se no ponto onde as duas curvas se cruzam, significando que o mercado encontra-se numa situação de pleno emprego e salário óptimo e que a oferta de trabalho é igual à procura. 

Curva de Oferta de Trabalho

A curva de oferta de trabalho pode ser defenida como uma relação proporcional entre o trabalho e o salário, ou seja, a medida que o salário aumenta a oferta de trabalho também aumenta. Essa relação pode ser vista claramente no gráfico acima.

Curva de Procura de Trabalho

A curva de procura de trabalho varia no sentido oposto ao da curva de oferta. A medida que o salário aumenta a procura por parte dos empresários por trabalhadores cai. Essa relação pode ser vista no mesmo gráfico acima.

No gráfico do mercado de trabalho, supõe-se que o salário mínimo imposto pelo governo seja superior ao salário vigente no mercado, que foi alcançado, não por imposição dos empresários, mas, por negocição entre as partes intervenientes – trabalhador e empregador.

QUESTÃO PRÁTICA

Na práctica qual o impacto da imposição do salário mínimo para a economia de Cabo Verde?

Para analisar esse impacto vamos supor, Coeteris Paribus, que se estabelece um salário de 12.000$00 quando o vigente no mercado interno seja de 10.000$00, ou seja, um aumento de 20% do salário vigente.

Um dos marcos para se pensar economicamente é sempre ter a capacidade de analisar não só os efeitos imediatos, mas também estar sempre atento aos efeitos secundários. Frederic Bastiat, grande economista françês, alegava que o que diferencia um bom economista de um mau economista era a capacidade de prever os efeitos secundários.

Segundo o senso 2010, a população de Cabo Verde é composta maioritariamente por jovens, aproximadamente 40% da população, sendo que a taxa de desemprego se situou, em 2010, nos 10,7%. De acordo com o QIBB 2007, 26,6% da população é pobre e de acordo com a mesma pesquisa o coeficiente Gini (mede o grau de distribuição de renda) em Cabo Verde era de 0,47, num intervalo de 0-1.

Uma imposição do tipo do salário minímo, acima do salário vigente, como está demonstrado no gráfico acima, provocará um aumento do desemprego, uma vez que, a esse salário, mais pessoas estarão dispostas a trabalhar, porém mais empregadores estarão dispostos a não contratar, o que desestimulariam os empresários a contratar, logo, não haveria nenhuma distribuição de renda, portanto, os maiores prejudicados seriam a mão-de-obra não qualificada, os que teoricamente eram para ser protegidos.

O salário minímo tem duas facetas, tendo em conta o momento económico do país, sendo que, se o país está vivendo um momento de crescimento económico, os impactos negativos do salário minímo serão camuflados devido ao momento económico, mas se a economia encontrar-se em recessão ou estagnação, esses efeitos serão ainda mais severos, e a meu ver, a economia de Cabo Verde não consegue suportar essa imposição, independente do momento.

Acredito que o salário é fruto de negociação entre o trabalhador e o empresário e que o valor do salário depende da produtividade do trabalhador. No meu ponto de vista, medidas como salário minímo, são medidas politicas e não económicas, e Cabo Verde precisa mais de medidas económicas.

Janecas Fortes