É tempo de inventar com inovação

Ao diferenciarmos estes dois conceitos estamos dando um grande passo para acelerar o crescimento. Parece uma visão simplória, mas ao analisarmos com mais cuidado percebemos que não é bem assim. Vejamos que a invenção está intimamente ligada a criação do novo, podendo ser um novo produto ou uma nova forma de produzir, porém nem sempre a invenção tem a praticidade e o valor económico. Em outras palavras, de nada adianta investir em novos empreendimentos ou ideias se estes não têm praticidade de mercado. Quem inventa (um novo produto/processo) deve considerar que tal ocorre dentro do que pode-se chamar de esfera tecno-científica, na qual pode desaparecer para sempre. O sucesso de uma invenção depende do seu grau de inovação. Portando a invenção apenas vai assumir uma maior importância económica quando se transforma em inovação.

Nesta direção, assim como o Primeiro-ministro José Maria Neves acredito que a Inovação é o eixo central ao desenvolvimento do nosso país:

“O país atingiu um patamar de desenvolvimento que nos obriga a dar um grande salto qualitativo nos próximos tempos. Arrancamos, pois, com uma nova geração de políticas públicas visando a qualificação do país para mais e melhor produção, mais negócios e empresas, mais exportação e mais riqueza. Optimizar as infra-estruturas, qualificar os recursos humanos, a saúde, o turismo, enfim os diferentes sectores de actividade, introduzir tecnologias modernas, criar ideias novas e inovar estarão no centro das nossas atenções. Temos de primar pela eficiência na execução e eficácia nos resultados e por uma cultura de excelência, a todos os níveis, tanto na esfera pública como na esfera privada (NEVES, JOSÉ, 2012)

A inovação, por sua vez invoca a esfera económica. Inovar não é apenas criar algo tecnologicamente novo, mas sim dar um destino económico para uma nova ideia, que pode ser, ou não, fruto de alguma invenção. A inovação, portanto, é composta por uma aplicabilidade comercial da invenção que tem como característica a criação de uma função nova, através do emprego de recursos de uma forma inusitada.

Neste sentido podemos afirmar que existe uma grande relação entre a riqueza de um país e o seu grau de inovação. Países como Inglaterra, os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul, França e a Alemanha investem em torno de 3% do PIB em ciência e tecnologia e as pesquisas indicam uma correlação entre gastos com a inovação e P&D (pesquisa e desenvolvimento) e a riqueza destes países.

Até poderá parecer um cliché afirmar que a Inovação é uma componente “sine qua non” ao desenvolvimento/crescimento de Cabo verde, mas é mesmo isso, precisamos de pessoas com atitudes inovadoras, pessoas empreendedoras, precisamos de empresas inovadoras, precisamos de processos inovadores, precisamos de políticas públicas e privadas inovadoras, precisamos de uma sociedade inovadora.

Portanto, afim de desencadear uma onda de crescimento vamos unir os esforços durante a GEW (Semana Global do Empreendedorismo) e gritar bem forte “é tempo de inventar com Inovação”.

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About plurim

Criado para relembrar, reabilitar, recuperar, redescobrir o nosso concelho da Ribeira Grande, Ilha da Santo Antão, Cabo Verde, este blogue terá como propósito enobrecer, por mérito próprio, aquele que nos viu nascer, crescer e tornar em mais um valor nacional, reconhecidos por prós, ignorados por contras. "Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória." Ver todos os artigos de plurim

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