Monthly Archives: Janeiro 2012

Como cria um Cabo Verde de IDIOTAS! Realidade ou Coincidência?

Bom, cabe a cada um analisar o video seguinte como bem intender. Se a sua análise terá benefício próprio e se este benefício não sirva, de alguma forma, o meio que o rodeia, engana o seu se, a longo prazo terá descanso. Pelo menos uma coisa há de perder: A LIBERDADE.

Os comentários, com uma exagerada dose de ironia, se se aproximarem da realidade, são frutos da mais pura “coincidência”.

Neste video, são expostos os 10 Passos para criar um País de IDIOTAS”:

1 – Acabar com a educação de qualidade

A Educação em Cabo Verde está sempre em crescendo, não fosse o número de escola a serem construídas para servir de prova (como se o edifício fosse sinónimo de educação…pfff) . Os professores, em geral, terão mais dados do que nós sobre o “aumento da qualidade” e a “motivação” para leccionar no sistema educativo do nosso país. Pergunte-os!

2 – Dar oportunidades para poucos

Para a ilha de Santiago, por exemplo. Esquecer as outras ilhas é uma boa estratégia para super-lotar esta, de forma a cria cada vez mais problemas. Electra, Clandestinidade, insegurança… em todo o caso, é ali que se encontra a capital do país, logo…

3 – Criar uma mídia (meios de comunicação social) inútil

Cada partido político, do governo e da oposição, deve ter o seu próprio jornal/tv/rádio, de forma a “aumentar” a credibilidade de cada um, uma vez que, cada um terá a sua própria verdade, contrastando a verdade do adversário, deixando o eleitor “menos” confuso e cada vez mais fiel ao partido que lhe trás benefícios.

4 – Garantir um sistema de saúde horrível e cada vez pior

Mais e mais máquinas para os hospitais, mais hospitais e centros de saúde e cada vez menos qualidade nos serviços hospitalares, para garantir que se espere cada vez mais para ser atendido e que se controle melhor a população. Uma vez debilitado, melhor controle se tem sobre quem quer que seja.

5 – Cobrar altos impostos

Este não concordo, porque em Cabo Verde os impostos só tendem a “baixar”, o trabalhador é cada vez mais beneficiado com o reforço do INPS, portanto, tem sido tudo “JUSTO”. Logo, deve-se aumentar mais ainda os impostos, para garantir um país mais IDIOTA.

6 – Garantir a impunidade

Quanto mais crimes, menos punições possíveis e cada vez mais criminosos fora das prisões. Assim se garante uma sociedade cheia de medo de represálias (vinganças) e cada vez menos activo, de forma a garantir que o sistema não se altere e funcione a maneira da minoria.

7 – Tudo tem que NÃO funcionar

Como “SERVIR” em Cabo Verde por exemplo. Um estudo indicou que o Caboverdiano  têm complexo em servir o outro. Nada mais justo. Se sou atrevido e “hm ta podê que nha cosa”, porque servir o outro e não ele a mim, já que mais do que ele sou?

8 – Promover o desemprego

Na óptica da debilidade provocada pelo sistema de saúde horrível, o desemprego só trará os mesmo benefícios. Quem trabalha tem direitos, quem não trabalha tem que procurar “cunhas”, por isso não deve exigir nada.

9 – Jamais investir na tecnologia

Só se investe na tecnologias que estiver na moda, para não perderem o hábito. Se se investir em excelentes tecnologias que garantam um maior controlo de tudo o que seja ilícito no país, só trará prejuízo a quem queira controlar quem quer que seja.

10 – Empregar MÁGICOS (pessoas que duplicam/triplicam as rendas deles e dos seus em poucos anos) no governo

Este, não precisa exemplificar. Para os “não cegos”, estamos conversados. Para os “cegos de propósito”, o tempo vos dirá. Para os “cegos”, temos pena.

Para finalizar e ironias a parte, devemos dizer o seguinte:

QUANTO MAIS CALADOS FICAMOS, MAIS IDIOTA O NOSSO HABITAT SE TORNA.

“O pior cego é aquele que teima em não quer ver”

plurim


Salário Mínimo em Cabo Verde: Problema ou Solução?


O salário mínimo em Cabo Verde foi algumas das promessas de campanha e está agora em discussão se de facto o mercado de trabalho de Cabo Verde pode suportar uma imposição como esta.

 O salário mínimo é direccionado à mão-de-obra não qualificada, especialmente aos jovens. A discussão sobre esta imposição deve ter como base dois grandes pilares: Teórico e Prático.

QUESTÃO TEÓRICA

As justificativas usadas pela maioria dos governos do mundo, na imposição de salário mínimo aos mercados, são de reduzir o poder dos empregadores estabelecendo salários demasiadamente baixos e com isso proteger os trabalhadores menos qualificados de serem explorados, fazendo uma redistribuição da renda, favorecendo este mesmos trabalhadores menos qualificados.

Porém para entendermos se, de facto, o salário mínimo protege os trabalhadores menos qualificados teremos de entender, em primeiro lugar, como funciona o mercado de trabalho. Este pode ser explicado como a intersecção das curvas de procura e oferta de trabalho. O ponto de equilibro do mercado situa-se no ponto onde as duas curvas se cruzam, significando que o mercado encontra-se numa situação de pleno emprego e salário óptimo e que a oferta de trabalho é igual à procura. 

Curva de Oferta de Trabalho

A curva de oferta de trabalho pode ser defenida como uma relação proporcional entre o trabalho e o salário, ou seja, a medida que o salário aumenta a oferta de trabalho também aumenta. Essa relação pode ser vista claramente no gráfico acima.

Curva de Procura de Trabalho

A curva de procura de trabalho varia no sentido oposto ao da curva de oferta. A medida que o salário aumenta a procura por parte dos empresários por trabalhadores cai. Essa relação pode ser vista no mesmo gráfico acima.

No gráfico do mercado de trabalho, supõe-se que o salário mínimo imposto pelo governo seja superior ao salário vigente no mercado, que foi alcançado, não por imposição dos empresários, mas, por negocição entre as partes intervenientes – trabalhador e empregador.

QUESTÃO PRÁTICA

Na práctica qual o impacto da imposição do salário mínimo para a economia de Cabo Verde?

Para analisar esse impacto vamos supor, Coeteris Paribus, que se estabelece um salário de 12.000$00 quando o vigente no mercado interno seja de 10.000$00, ou seja, um aumento de 20% do salário vigente.

Um dos marcos para se pensar economicamente é sempre ter a capacidade de analisar não só os efeitos imediatos, mas também estar sempre atento aos efeitos secundários. Frederic Bastiat, grande economista françês, alegava que o que diferencia um bom economista de um mau economista era a capacidade de prever os efeitos secundários.

Segundo o senso 2010, a população de Cabo Verde é composta maioritariamente por jovens, aproximadamente 40% da população, sendo que a taxa de desemprego se situou, em 2010, nos 10,7%. De acordo com o QIBB 2007, 26,6% da população é pobre e de acordo com a mesma pesquisa o coeficiente Gini (mede o grau de distribuição de renda) em Cabo Verde era de 0,47, num intervalo de 0-1.

Uma imposição do tipo do salário minímo, acima do salário vigente, como está demonstrado no gráfico acima, provocará um aumento do desemprego, uma vez que, a esse salário, mais pessoas estarão dispostas a trabalhar, porém mais empregadores estarão dispostos a não contratar, o que desestimulariam os empresários a contratar, logo, não haveria nenhuma distribuição de renda, portanto, os maiores prejudicados seriam a mão-de-obra não qualificada, os que teoricamente eram para ser protegidos.

O salário minímo tem duas facetas, tendo em conta o momento económico do país, sendo que, se o país está vivendo um momento de crescimento económico, os impactos negativos do salário minímo serão camuflados devido ao momento económico, mas se a economia encontrar-se em recessão ou estagnação, esses efeitos serão ainda mais severos, e a meu ver, a economia de Cabo Verde não consegue suportar essa imposição, independente do momento.

Acredito que o salário é fruto de negociação entre o trabalhador e o empresário e que o valor do salário depende da produtividade do trabalhador. No meu ponto de vista, medidas como salário minímo, são medidas politicas e não económicas, e Cabo Verde precisa mais de medidas económicas.

Janecas Fortes