Concorrência e a evolução de Ribeira Grande

Quem julga que concorrência é sinónimo de “bská guerra“, “impatá negôce do rest“, “ser injuste ma kem menos tem“, está completamente enganado, pois a concorrência (leal) é sem dúvida um dos aspectos fulcrais no desenvolvimento de qualquer lugar, pessoa, empresa (…).

No desporto por exemplo, não é verdade que dificilmente se chega ao alto nível quando não se tem ninguém melhor do que nós para termos como referência? Se muitos já estão ao alto nível, quanto tempo precisamos para inventar tudo de novo e ser melhor do que aquele que aprendeu com o melhor? Quem já não viu o despertar do interesse e da prática de um determinado desporto em Santo Antão só por ter chegado alguém de fora com dotes numa determinada modalidade?

– O pessoal do basquetebol na Ribeira Grande por exemplo, o norte-americano MIKE (Michael Granne), foi ou não foi a nossa rampa de lançamento para o sucesso da geração 1983/1984?

– Ao pessoal do voley, não é também verdade que o Ralão, inspirou muita gente?

– Não é também verdade, que sem estes “alvos a atingir” e muitos outros não mencionados, o mais certo era a estagnação até certo nível?

Pois, tal como o desporto, o mercado de trabalho não foge a regra.

Num meio tão pequeno como o Concelho da Ribeira Grande, há certamente alguns que teimam em pensar que a concorrência só será prejudicial para os seus negócios, chegando a tomar a decisão mais fácil – desistir de investir neste espaço. Eu acredito que, apesar de reconhecer a desigualdade de distribuição de oportunidades entre as ilhas mais influentes (Santiago e São Vicente) e as outras (o resto), há uma certa falta de motivação e de vontade individual em lutar para conquista o espaço de cada um. Não é por acaso que muitos terminam o curso e vão sentar nas casa dos pais, só porque já meteram N curriculum’s e ninguém os responde. Por algum acaso, nascemos e fomos dotados apenas para exercer uma única função em todas as nossas vidas? Não, eu não acredito.

Muitos, puro e simplesmente, especializam-se numa determinada área apenas para não morrerem a fome, ou porque os pais insistiram, ou porque os seus amigos especializaram e ficava chato ser o único (…), enfim, razões que só condenam a pessoa em questão ao insucesso (a não ser que ganhe o totoloto e vire milionário da noite para o dia), ao invés de se especializarem porque querem dar um futuro às suas famílias, querem ser felizes nestas curtas férias da vida, querem deixar os seus nomes na história do desenvolvimento dum determinado lugar, querem ser exemplos a seguir, querem garantir que os seus filhos e netos não venham sofrer as consequências do seu insucesso no futuro (..), enfim, porque são ambiciosos.

Quem já não cometeu o erro de estar constantemente a se comparar com o outro? Mesmo que não o faça, a sempre alguém que dê esse trabalho por si e o submeta a esta atitude negativa.

Não se iluda, há sempre um “mal amada“, um frustrado, um pobre coitado que não teve a educação que merecia, um pobre coitado que sofre as consequência da falta de instrução dos pais na sua educação, que não tem culpa de ter passado por aquilo que passou, que não teve as oportunidades que os outros tiveram, não lhe foi dado muitas opções de escolha (por isso mesmo é que não se deve julgar ninguém sem antes saber o porque de ter feito isto ou aquilo), que te vai apontar o dedo em tudo aquilo de bom que venhas fazer. A inveja é também consequência destes tipos de “traumas”, digamos assim. A melhor forma de o contornar é mostrar de forma educada e consciente, um caminho à pessoa, sem ser necessário “pôl d’boca“, difamar, enfim, declarar  guerra ao dito cujo. Agindo assim, todos sairão a ganhar, até mesmo quem não esteja directamente ligado ao conflito.

Cada Ser é ÚNICO, por isso, faça uma auto-análise e vai perceber que há muita coisa que o outro (aquele que querias ser como ele), não têm, ou se calhar nem tinhas percebido que tinhas mais do que ele.

Voltando a vaca fria, se a concorrência for feita de forma leal, sem “passar por cima” do teu adversário, sem desrespeitar o espaço do mesmo, sem “jogo sujo“, ou seja, aproveitando apenas os teus pontos fortes em relação à este, sem desistir com facilidade, certamente irá despertar em ambos um espírito competitivo saudável que estimulará os concorrentes a inovar, serem criativos, e adivinhem quem ganha com isso?

1 – Você mesmo

2 – A sua empresa

3 – A área de “combate” (neste caso, Ribeira Grande) e os seus influentes

Algumas dicas:

– Para a sua nova empresa, pense num nome que não exista tão perto da sua área de serviço. Um nome fácil de se recordar e que facilmente “te fká na boca d’povo“, pois, nem todos tem a memória de elefante que poucos têm.

– Antes de abrir qualquer negócio, faça um pesquisa exaustiva do meio em que o vai inserir. Se tiver que criar um site por exemplo, faça um pesquisa no google sobre o nome escolhido, para ver se não corre o risco de muitas pesquisas irem parar ao site do vizinho.

– Seja sério, competitivo, inovador, criativo, e sobretudo trabalhador.

– Não pense que tudo vai cair do céu ou que o poder central (governo) ou local (câmara municipal) vão sempre corresponder as suas expectativas, porque enganas (O interesse pelo poder, sobrepõe aos interesses comuns hoje em dia).

Seja Ambicioso e respeite o próximo!

 

Cordialmente,

 

Délio Leite (Déy)

 

Veja também estes interessantes vídeos e saiba muito a respeito:




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Criado para relembrar, reabilitar, recuperar, redescobrir o nosso concelho da Ribeira Grande, Ilha da Santo Antão, Cabo Verde, este blogue terá como propósito enobrecer, por mérito próprio, aquele que nos viu nascer, crescer e tornar em mais um valor nacional, reconhecidos por prós, ignorados por contras. "Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória." Ver todos os artigos de plurim

12 responses to “Concorrência e a evolução de Ribeira Grande

  • Eduardo bentub

    Caro Dey
    Caros vizizantes do blog Plurim
    Como tinha prometido e como diz os mais velhos”prmessa e divda”,voltaria para esclarecer alguns pontos que ficaram sem a reparo.
    1.EUA,Europa,China,etc
    O caboverdiano durante anos nao se deixou derrotar pela imensidao do mar,e sempre foi capaz de ir ver o que esta para alem do horizonte.Acho que faz parte das nossas genes.Esta tao intranhado que ela manifesta se de varias formas.Desde a tentativa construir uma vida com menos dificuldade ate os dias de hoje onde nos acabamos seguir os mesmos trios mas com objectivos diferebtes.Como por exemplo,ter formacao superior e depois voltar e encontrar um trabalho estavel no nosso paiz.E quando frizei estes paizes foi mais no sentido de que pela nossa situacao geografica e a zona em que estamos inseridos nao podemos ambicionar tanto ter um estilo de vida igual ao dos europeus ou dos americanos ou de outras potencias.Podemos sim senhor aproveiatar as nossas vivencias as nossas experiencias e aprendizagens nesses paizes,ver os pros e os contras e depois tendo em conta a nossa identidade adapta los ao nosso estilo de vida e nao o contrario.Nao posso aceitar e ficar calado que um caboverdiano gasta 500 dolares para comprar chapeus camisolas XXXXL Tenis de marca,sabendo que essa mesma pessoa era capaz de achar cara algo de por exemplo de marca cabo verde mesmo que o mesmo nao chege ne a decima parte dos 500dolares.Isto tudo para manter um estilo de vida que nao e dele mas sim de uma outra sociedade que tem a sua propria cultura a sua identidade e o seu estilo de vida virado para aquilo.
    2.Questao de escaces de materia prima na ilha de santo antao.No caso materias de pintura.
    So digo o seguinte.Hoje olho para traz e penso:Ainda bem que tal aconteceu por na altura em que comecei a dar os primeiros passos na pintura,porque aprendi como fazer as minhas proprias telas,aprendi o processo todo para fazer reciclagem de papel para ter papel para desenhar,efim coisas que a minha curiosidade ou criatividade levou me a descobrir por min mesmo.Mas hoje pergunto?Sabendo que hoje ensinam este processo todo,nas ecolas,sera necessario importar isso tudo e nao serem as proprias pessoas de la a produzirem para depois venderem se necessario?
    Bem mais uma vez deixo aqui um abraco para ti irmao e para todos vizitantes

    • Délio Leite

      Antes de mais, quero saudar este diálogo respeitador que temos sido protagonistas até então.
      Falando sobre os teus ditos sobre EUA e EUROPA, eu apenas os referi porque o tinhas feito antes… só peguei nos nomes para explicar o que queria dizer, porque se tivesse que nomear países com influência em Cabo Verde, certamente separava o continente Europeu em Portugal, Inglaterra, Itália e poucos outros. Porque? Não sei se sabes, mas São Vicente como povoado, tem pouco mais de 100 anos de história (aqui bem próximo), e esta história resume-se a 3 tentativas falhadas de Portugal, devido a falta de chuva e consequente falta de terrenos áridos para a pratica da Agricultura. A 3ª e última tentativa, já foi com pessoas das mais miseráveis de Portugal, nomeadamente presos, meretrizes, pessoas pobres do Alentejo (daí a semelhança de muitas casas em São Vicente com essas das “Santas terrinhas”, também a aptidão do são-vicentino a “vida boa”, à festa, ao “descontra”.
      Mas claro, correram o risco de falhar também na 3ª tentativa, porque o português ganancioso e “dju”, não queria investir no Fuel em detrimento do carvão, foi aí que entrou os Ingleses tomando conta do porto mais importante do atlântico no momento, e não mais deixar o povoamento de São Vicente se perder. Isso tudo para te dizer que, a nossa história é e sempre foi feito de misturas, sempre tivemos muito de várias culturas diferentes, do qual eu acho ser a nossa maior riqueza (a diversidade). Logo, se um indivíduo optar por um nike em vez de uma sandália “chupa-caca” nunca o vou condenar, até o dia em que a sandália caboverdiano for melhor do que a sandália nike (conseguimos sim porque somos homens iguais aos que inventaram a nike, precisamos ser inovadores, criativos, trabalhadores e sobretudo sérios, o que falta muito ao caboverdiano – seriedade)
      Mas também,se a nossa história e independência são tão recentes, não podemos exigir que os nossos produtos concorram e ganhem com os demais do mundo inteiro no mundo globalizado. Mas também digo-te, não estou de acordo quando um Rapper Caboverdiano vá à praça nova do Mindelo, em pleno verão, com aqueles Fatos de treino pesados e calorentos, apenas porque querem imitar um Rapper americano. Acho isso sim, ridículo.
      Para mim, desde que gostes do que ouviste ou viste, faça-o. A vida é muito curta para andarmos a nos privar das coisas boas, só porque não é da nossa cultura.
      É verdade, eu mesmo sou bisneto de um pirata inglês. tenho uma costela Inglesa… Não devia ter muita coisa do Europeu Inglês? (Sou Africano 100% porque nasci e sou do continente africano, mas identifico-me igualmente com os 2 continentes que me povoaram)
      Acho que limitar Cabo Verde a uma não aculturação é condená-lo à solidão, dado a nossa história.

      Quanto a questão dos materiais de Pintura, concordo em género e número contigo. Só acrescento um pequeno reparo: “Precisamos ser nós (que já percebemos isso)e quem de direito a incentivar a produção dos nossos próprios materiais “made in Cabo Verde”.

      Um abraço amigo,

      Déy

  • Eduardo bentub

    Caro Dey.
    Caros visitantes do blog Plurim
    Como antevi e com algum receio que tal acontecesse,a reacao(primeira nesse caso)ao meu comentario,fosse um tanto ou quanto de confrontacao e nao mais de debate em alguns aspectos por min aqui frizado.Lamento que tal tenha sucedido,talvez por nao ter desenvolvido o comentario em varios pontos,esperando que a interpretacao nao fosse tao directa como acabou por acontecer.,mas sim,citando um exemplo,1litro de milho querera dizer muita coisa ,muitas vivencias,muitas historias a contar,em fim um leque variado de situacoes que podes ir buscar desta complexa expersao.
    Aqui queria esclarecer o meu primeiro ponto de vista.Falando agora directamente,ainda ha pessoas a comprarem1litro de milho ou azeite,etc,a retalho em santo antao.Claro que como tu bem dissestes o fenomeno da globalizacao mais tarde ou sedo fara com que deixe de hexistir.Mas deixe me dizer te que assim como tu ,tambem desejo que o povo da nossa ilha em particular,CV em geral,viva bem sem necessidade de Fiar ou comprar a retalho,mas sim que tenha em suas casa um bom stoque de produtos de primeira necessidade e nao so.Mas para tal nao e preciso que essas lojas(principalmente as que tem uma ligacao quase historica a qualquer caboverdiano) tenham que fechar porque os proprietarios nao se actualizaram e por isso ficaram para traz ou que tenham sido seduzidos pela a primeira oferta e vender o Alvarat e consequentemente mudar o nome do establecimento,sem ter em conta que estes mesmos tinham uma relacao quase familiar com quase todos os clientes.Aqui sinto como que querem apagar uma parte da historia de todos nos.
    Sendo a estatistica muito importante(concordo em parte,ja vou entrar neste ponto)deixo aqui uma sugestao:Pergunta a todos os que vizitam o blog e que tenham conhecimento destas vivencias e da importancia que elas tiveram nas nossas vidas se desejam que,com alguma actualizacao e claro,que no lugar onde estao as lojas chinesas(desde que criassem condicoes para que essas lojas dos chineses fossem tranferidos para outras partes e aqui reconheco a importancia das lojas chinesas na vida de varios santantoneses)reabrissem lojas antigas como nhe Zeferino,nhe Antonio de Arola,etc etc.
    Quanto a questao das estatisticas.Eu pessoalmente nao gosto da palavra Estatistica e da palavra Evolucao.
    A palavra evolucao nao sei porque mas sempre que o oico ou leio em qualquer parte ,traz me a memoria um um filme chamado,Os deuses devem estar loucos.Uma tribo africana sem nenhum contacto com a dita sivilizacao,nao era evoluida ate ter contacto com uma garafa vazia de coca cola caida de ua avioneta,e acabasse por criar discordia entre os da tribo porque era algo novo e todos a queria.Mas pronto.isto ja sao outras historias.Nao vou entrar por ai por que ainda serei chamado de comunista.
    Estatisticas.AHH,Quando os Chineses queriam contruir uma das maiores barragens do mundo ou se nao a maior mesmo,fizeram uma um apanhado das pessoas queria e os que nao queriam a barragem.Claro que uma grande maioria queria e minima,que era maior que a populacao caboverdiana,nao queriam.E eram justamente esta minoria que dependia do rio das terras inundadas dos peixes que deixaram de viver neste rio,criando assim um desiquilibrio enorme na vida destas pessoas.Eu pessoalmente nao queria estar nesta minoria desta estatistica.
    Deixe ainda salientar que a nossa populacao e tao pequena,que,nao se justifica dividilos em grupos etarios ou sexo,etc,para fazer algo benefico para todos,mas sim e possivel fazer planos nao digo para um individuo,mas sim para uma familia e o leque de dificuldades para chegar ate todos reduz.
    Para terminar esta intervencao fica sabendo que nunca voz quizcriar obstaculo para essa vossa louvavel iniciativa.
    Mas tambem gostaria que depositaste a mesma energia que usaste para responder o meu comentari em comentarios onde as pessoas somente concordam com o que e escrito sem se acrescentar algo de novo.Terao de estar abertos a criticas aceita los nao concordar sim senhor com todos mas com humildade.Nao digo que hove falta dela no caso.
    Mesmo para terminar queria dizer te que nao ia escrever o que escrevi no meu comentario se nao tivesse conhecimento do que se escreve aqui.Seria um suicidio.

    *Ps1-Eu ja tinha conhecimento da intervencao do atelier mar em ribeira da torre.Acompanho os ha ja 10 anose tambem um dos tema a quando da minha exposicao em santo antao,foi um dos temas apresentados numa conferencia sobre a producao e conservacao de patrimonios.E o aproveitamento deste tipo de habiacoes no turismo rural.
    PS2-Lgumas situacoes ficaram por exclarece como a questao dos materis de arte e tambem dos EUA e da EUROPA,Fica aqui a promessa de que voltarei mais tarde.
    Abracos
    Eduardo bentub

    • Délio Leite

      Caro Eduardo.
      Acho que interpretaste mal a minha resposta. Passo a explicar:
      – Já respondi da mesma forma a outros comentários, dos quais não concordei com o que se estava a ser dito (O debate é mesmo isso, desde que não falte ao respeito a ninguém, é saudável que discorde de qualquer comentarista)
      – Sendo eu um dos autores do blog, não me inibe de responder, em meu nome, qualquer comentário, visto ser eu também Ribeiragrandense.
      – Não posso responder da mesma forma a um comentário do qual concordo, porque estaria a repetir o que já se tinha dito, logo, não tornaria o debate pobre, repetitivo e pouco interessante.
      – Portanto, peço que não leves o que disse tão a peito, porque tal não aconteceu. Apenas expus a minha opinião, contrária a tua. Apenas isso. Por isso, penso que deve reter o mesmo conselho que me deste quando dizes: “Mas tambem gostaria que depositaste a mesma energia que usaste para responder o meu comentário em comentários onde as pessoas somente concordam com o que e escrito sem se acrescentar algo de novo.Terão de estar abertos a criticas aceita-los nao concordar sim senhor com todos mas com humildade”
      – Sobre o filme, concordo em género e número contigo, porque tenho a mesma sensação quando me deparo com esta “evolução” que vivemos hoje em dia. Tenho o filme aqui comigo, já o vi vezes sem conta. É uma saga de 2 partes. Aconselho a todos, é muito bom mesmo. Acontece também neste filme, a cena do carro com água e o problema que a abundância repentina criou neles. Ou seja, quando não se medem as consequências do meios para atingirem fins, dá nisso. Por isso, concordo contigo.
      Em relação a Estatística referida na barragem, faço a mesma análise. A barragem, quando pensada e estudada todos os riscos, é sempre benéfica, porque, mesmo que 10 pessoas vivam do leito do rio, 10.000 passaram a viver do que se cultiva com a água da barragem. Estar neste leque de 10 pessoas, implicaria recompensar, COMO DEVE SER, essa minoria, pois, há que ter em conta o que é mais importante para o TODO e não para a minoria, quando estes estão em confronto. Se a gestão for bem feito, acredito que as 10 pessoas, não reclamassem do futuro que a barragem pudesse trazer para o bem GERAL.
      Como te disse, não leves a peito a resposta, porque apenas discordo de ti, pois, nunca em caso algum, quis dizer que quisesses criar obstáculo a iniciativa, até porque, quando se discorda, gera debates, quando se gera debates, enriquece-se mais ainda a iniciativa. Por este facto, acho louvável qualquer intervenção que seja feita, sobretudo quando se discorda do que se diz.
      Sobre a tua sugestão, penso ser oportuna, por isso, prometo fazê-lo chegar aos leitores o quanto antes, até porque eu mesmo não concordo com tanto loja chinesa numa zona tão pequena como a nossa. Nunca concordei e sempre falei disso. Eu até dúvida da importância da mesma para os Caboverdianos. Acho benéfico sim, para o governo chinês, não Caboverdiano. Portanto, fica aqui a promessa.
      Por último, peço que voltes a ler a outra resposta, sem levar a peito o que te disse, e verás que não foi por aí.

      Um abraço e deixe que te diga: Estou adorando este exercício. Assim cresceremos amigo

      Déy

  • Eduardo bentub

    Dey desculpa a minha fraca intervencao ne plurim,mas temo que ate entao o que se tem escrito nesta pagina tera que ser muito trabalhado e repensado porque tudo sao ideias ja existentes em outras sociedade e que infelizmente apesar dos bons resultados apresentado durante longos anos,hoje estamos a sofrer as consequencias dos mesmos.Voces querem fazer de cabo verde ou de santo antao uma europa ou um eua…mas nos estamos inseridos numa realidade diferente delas.Quando alguem aparece aqui com algo inovador que eu digo,sim senhor,isto tem pernas para andar.Isto se for feito com bases solidos,pensando nos pros e contras para cada individuo e nao com base em estatisticas,ai sim terei um intervensao mais assiduo na Plurim.Eu tenho a minha forma de estar pensar e os meus ideais,e que em grande parte nao enquadram no sistema politico economico e social actual.Tenho saudades de ir comprer um litro de milho ne nha antonio de Arola.Digo com todas as letras.Tenho saudades de ir comprar pano para a minha mae na Nhe zeferino ou na Nhe Pidtrim Rosa Flor,etc etc.Porque que estas lojas desapareceram?Porque nao dizem nada a nebhum Santantonense?Ou porque a concorrencia levou ao enserramento das mesmas e nao hove nenhuma tentativa das autoridades locais manterema as mesmas para manter algo que e nosso e nao Chines ou Americano…
    Sei que o que disse aqui nao agradara a muita gente em min como mais um pessimista ou como mais um a tentar criar obstaculos para o nosso desenvolvimento.
    Mas eu amo muito a minha ilha para desejar que um TGV passa por la sem meios para alcansar o destino desejado.
    Aquele abraco.
    EDUARDO BENTUB

    • Délio Leite

      Eduardo, percebo onde queres chegar com o que disseste aqui, mas, permita-me discordar de ti em alguns aspectos.
      – Quando dizes que TUDO o que tem sido postado aqui no blog terá que ser repensado, de imediato dou conta da importância da estatística em qualquer que seja o desenvolvimento humano, pois, se verificares atentamente, hás-de de perceber que muito dos artigos nem falam de estatísticas, apenas servem de alerta ao tal sistema político, económico e social actual, que também não concordamos em parte. Passo a citar alguns exemplos:
      1 – Já foi confirmado a construção da barragem e Canto de Cagarra, nós postamos um artigo onde alertamos as pessoas para os prós e contras desta construção e chamamos a atenção das mesmas para que sejamos também fiscais da obra (vê também a contribuição das pessoas que comentaram e discordaram connosco).
      2 – Criamos uma sondagem, onde o Santantonense mostrava a sua opinião em relação a construção de barragens e estradas. Ou seja, não deixamos que chegasse um TGV sem que pessoas que tivessem uma opinião contrário, mostrassem o mesmo e não deixasse por isso mesmo.
      3 – Falamos sobre escolhas profissionais há 2 semanas atrás e apoiamos as pessoas no sentido das suas escolhas, que até então é uma carência enorme na nossa ilha.
      4 – Falamos dos preços dos bilhetes de barco para são vicente e alertamos as pessoas sobre o que hoje pode parecer bom, mas que afinal só é apenas mais uma estratégia de marketing que nos pode sair caro mais tarde.
      5 – Falamos do dia internacional da mulher em Santo Antão e propomos um debate sobre este assunto.
      6 – Falamos do SISTEMA Político de hoje em dia e criticamos piamente este novos políticos que só prejudicam o povo.
      … enfim, temos constantemente posto o dedo na ferida, exatamente porque não concordamos com muita coisa que se tem feito hoje em dia.
      Não concordo com o que dizes sobre queremos fazer de Santo Antão uma Europa ou EUA, só porque percebemos que há coisas que funcionam melhor de outra forma.
      Percebo a tua saudade em relação às lojas e comercio antigo da Vila, porque também eu tenho saudades, mas pense comigo: num mundo globalizado como é hoje (já não conseguimos fugir mais dele), com os produtos a chegarem rapidamente aos destinos e muito mais baratos que antigamente, achas mesmo que ir comprar 1kg de milho, ou fazenda a retalho, ia ter algum benefício para os próprios vendedores? Se eles não inovassem o destino seria mesmo o que foi. Aqui também será importante o apoio em formações ou outras formas similares de ensinarem estas pessoas a ganharem neste mundo novo. Não hás-de querer que fiquem para trás.
      Acredito que, a política dos chineses e EUA no mundo inteiro seja concorrência desleal por parte de quem permite estes acordos só porque o governo ganha com isso e o povo que vá a m++++. Daí a importância deste artigo, para despertar nas pessoas um espírito crítico e não deixar as coisas acontecerem a olho nú e nada fazerem.
      Da mesma forma te digo, se não concordas com boa parte dos artigos aqui expostos, não esperes que mudemos da noite pro dia e sim faça uma intervenção e nos mostra a sua perspectiva. 2 cabeças pensam sempre melhor do que 1. Mesmo que digamos só asneiras neste blog, ao menos conseguimos pôr as pessoas a falarem do assunto e não esperar o futuro trágico bater as nossas portas.
      Antigamente, por falta de utensílios de pintura e alguém que nos instruísse como deve ser em Santo Antão, a nossa arte estava meio perdida, não concordas? Hoje, com a tua experiência de EUROPA, caso lá fores, não levarás muito do que aprendeste aqui e ajudarás bastante no desenvolvimento da ilha? Pois, este é o pretexto do blog. Não queremos transformar SA na Europa, e sim levar os pontos fortes do que aprendemos aqui para lá. Nem tudo o que se fez aqui ou nos EUA foram aberrações, apenas estiveram pessoas más no cargos mais importantes. Daí o insucesso de muitas politicas.
      Deixo-te 2 link de 2 notícias, para veres onde quiz chegar com este meu artigo. Aqui vais perceber, que a inovação não terá muito a ver com “passar um TGV” em Santo Antão por exemplo:
      Os videos:
      http://www.rtc.cv/tcv/index.php?paginas=40&id_cod=9300&data=2011-03-21

      http://www.rtc.cv/tcv/index.php?paginas=40&id_cod=9301&data=2011-03-21

      Os costumes não se perderam, não ouve concorrência desleal, apenas ouve INOVAÇÃO.

      Por último, não aconselhava-te a esperar que mude e faças qualquer coisa depois, porque o trabalha será a dobrar. Faça agora (discorda de nós agora), do que vir depois dizer: “já bô oiá cum tinha razão”, por aí já não valerá de nada a tua razão.
      Estamos abertos as tuas sugestões e, tal como quem se disponibilizar, podes postar aqui o seu artigo, basta nos enviar um email para o contacto na página das sugestões que faremos todo o gosto.

      Um abraço amigo,

      Déy

  • Rilda Leite

    Adorei o artigo. Também sou da opinião de que concorrência leal traz muitos benefícios. Cada um tem que tentar ser o melhor no que faz, tentar ser dinâmico, correr atrás de oportunidades, e se não encontrar oportunidades, tentar criá-las, e não ficar sempre a espera de ajuda de padrinhos, ajuda Divina, sorte, etc. Também não acredito que haja tanta escassez de empregos, mas sim acredito que esteja havendo sim, pouco interesso em procurar.Não quero dizer que seja fácil, mas sair do papel de vítima e correr atrás , com certeza tornará tudo mais acessível. bjs

    • Délio Leite

      Obrigado pelos acréscimos mana. Faltou-me esta pequena e grande referência aos padrinhos e ajuda divina. Muito bem visto. bjs

  • Giselle Abu-raya

    Querido, meu sinceros parabéns…excelenteee texto! M adora kes sugestão final, muito inteligentes e adequados a realidade. Infelizmente, m ca consegui abri kes video pq nha net ca ta permiti..mas o texto adorei! E é isso que é a concorrência…o outro pode ser dos nossos maiores estimulantes ou o nosso pior pesadelo,depende só da perspectiva e do que queres ser…

    • Délio Leite

      Obrigado Giselle. Concordo contigo, mas permita-me acrescentar que não depende só de nós. Depende também de políticas de desenvolvimento. Por exemplo, permitir 9 lojas chinesas no Terreiro (não mais que 400 metros de rua), é o mesmo que pôr um elefante a lutar com uma formiga e fingir que temos dúvida quem vai sair vencedor.
      bijim grande.

  • Carlos Bentub

    Caro Déy,
    Gostei muito do seu artigo, é complexo, um bom exemplo a seguir, mas me permita fazer um levantamento importante.
    A expriência nos mostra que a concorrência traz beneficios tanto pro consumidor final (um legado maior de bens e preço menor), como para o mercado de trabalho (gerando mais emprego e renda). Quando se trata de empresas do mesmo sector, muitas vezes a concorrência torna desleal, por serem competidores diretos. Qual a saída dessa concorrência desleal? Como bem vc falou, Inovação (no produto e na forma de produção…). A inovação não só dá uma margem de ganho temporal à primeira empresa inovadora como também, estimula os outros a se inovar também.
    Claramente te digo; A inovação é uma carateristica inexistentente nos setores do nosso concelho e da nossa ilha, de um modo geral. Portanto, precisa-se de inovação e modernização na nossa ilha pois, nós todos temos a ganhar com isso.
    Cordialmente,

    Carlos Bentub
    Economista

    • Délio Leite

      Isso mesmo Carlos, concordo contigo em quase tudo o que disseste, excepto onde dizes que o facto de serem concorrentes directos possa gerar concorrência desleal, ou que a falta de inovação possa gerar o tal “bská guerra” (como me tinhas dito em off). Na minha opinião o que gera as 2 coisas é um pouco de má fé misturado com um pouco de “ignorância” em determinadas matérias. Daí a importância de outros sectores no apoio e formação das pessoas que acabam por perder em detrimento das mais inovadoras, até mesmos dos concorrentes desleais. Um abraço amigo. Déy

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