Dê’m 1 cana e inchené’m pescá, invês d’bô dé’m 1 pêxe pe cmê

Enquanto as instituições (ensino, governo, empresas) devem fornecer a base apropriada para o desenvolvimento económico acontecer, o acto de empreender é um mecanismo que faz com que ele aconteça. As condições favoráveis ao desenvolvimento precisam de empreendedores que as aproveitem e que, através do seu perfil, disparem e coordenem o desenvolvimento.

Actualmente é fundamental a necessidade de se formar empreendedores e não empresas. Portanto, pode-se afirmar que o desenvolvimento do Concelho da Ribeira Grande está intimamente vinculado às condições oferecidas a actos de empreendedorismo. Essa pequena expressão, “DÉ’M UM CANA E INCHENÉ’M PESCÁ, INVÊS D’BÔ DÉ´M UM PÊXE PE CMÊ” pode aparentar um tanto simplório e sem qualquer fundamento, mas, ao analisarmos as premissas deste dito popular ele pode ser associada aos mecanismos que fomentam às atitudes empreendedoras.

O desenvolvimento do “potencial empreendedor” dos pequenos investidores (empresários) do Concelho da Ribeira Grande está intimamente ligada ao ecossistema que eles actuam, ou seja, às condições estruturais que podem estimular ou refrear a actividade empreendedora como sendo:

– Apoio financeiro

– Política governamental

– Programas governamentais

– Educação e treinamento

– Transferência de tecnologia

– Infraestrutura profissional e comercial

– Barreiras à entrada no mercado

– Acesso à infraestrutura física e normas culturais e sociais (GEM, 2008)

Neste sentido, o desenvolvimento económico depende da utilização dessas ferramentas pela comunidade para promover o crescimento do património socio-económico da localidade (DORION apud CHALELA, 2008).

A fig. 1 iliustra a ligação entre o empreendedorismo e o crescimento económico.

 

Quadro de referência à Ligação entre o empreendedorismo e o crescimento económico

Fig. 1Quadro de referência à Ligação entre o empreendedorismo e o crescimento económico

Dito isto, assim como outrora, em que pequenos empresários  como: Sr. Jôn Pipi, Sr. Junzin (5 de julho), Sr. Marcos, Sr. Zack,  Sr. Miranda,  Sr. Neves, Nha Bibi,  DôDo; Sr. Manuel Santos (ponta do sol) Dona Fátima e Sr. Djô (Ponta Sol), Sr. Manuel de Zita (…) conseguiram visualizar num cenário de risco e incerteza uma oportunidade de negócio, acredita-se que caso haja uma deciminação, não só do crédito (facil), mas principalmente de novas práticas de gestão e que estes englobam novos conceitos como cooperativismo, associativismo, controladoria,  network (rede), marketing, entre outros conceitos, pequenas unidades de negócio  poderão surtir uma onda de transformação e inovação e com isso acarretar o processo de  desenvolvimento Local.

Valter Fortes, Danilo Ramos e Adelino Fortes

About plurim

Criado para relembrar, reabilitar, recuperar, redescobrir o nosso concelho da Ribeira Grande, Ilha da Santo Antão, Cabo Verde, este blogue terá como propósito enobrecer, por mérito próprio, aquele que nos viu nascer, crescer e tornar em mais um valor nacional, reconhecidos por prós, ignorados por contras. "Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória." Ver todos os artigos de plurim

2 responses to “Dê’m 1 cana e inchené’m pescá, invês d’bô dé’m 1 pêxe pe cmê

  • Paulino

    Alô Valter/Danilo/Adelino,

    Excelente artigo, pá! Já agora, gostaria de vos desafiar a identificarem (e publicarem) ideias de possíveis negócios/empresas que poderiam ser implementadas em Ribeira Grande. Vejam um exemplo aqui: http://www.ie.ic.cv

    Abraços,
    Paulino

  • Carlos Bentub

    Queria primeiramente parabenizar os meus amigos pelo excelente artigo. Na verdade o empreendedorismo é uma das ferramentas básicas ao progresso econômico. Como Economista, até certo ponto sou a favor de políticas assistencialista. O lado negativo dessa política é que ele gera uma certa dependência dos beneficiários com o Estado. A melhor coisa a fazer, a partir de certo ponto é, conforme o dito popular usado neste artigo, “Dem um cana e inchnem pesca…”.
    O empreendismo é, sem duvida, um dos pré-requisitos para o desenvolvimento da nossa ilha e da nossa cidade, aproveitando as oportunidades, preenchendo as lacunas empregatícias que o Estado não consegue arcar. Todos nós sabemos que, o Estado deve cooperar com a iniciativa privada a fim de garantir um crescimento e um desenvolvimento econômico, o que não conseguiria sozinho. Na nossa ilha temos jovens com esse potencial empreendedor, com novas idéias e horizontes que não são aproveitadas pq não há estímulos por parte das instituições. Portanto, deve haver uma mudança de postura para que possamos ter um Santo Antão de oportunidades para todos!
    Cordialmente,

    Carlos Bentub
    Economista

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