Monthly Archives: Março 2011

Concorrência e a evolução de Ribeira Grande

Quem julga que concorrência é sinónimo de “bská guerra“, “impatá negôce do rest“, “ser injuste ma kem menos tem“, está completamente enganado, pois a concorrência (leal) é sem dúvida um dos aspectos fulcrais no desenvolvimento de qualquer lugar, pessoa, empresa (…).

No desporto por exemplo, não é verdade que dificilmente se chega ao alto nível quando não se tem ninguém melhor do que nós para termos como referência? Se muitos já estão ao alto nível, quanto tempo precisamos para inventar tudo de novo e ser melhor do que aquele que aprendeu com o melhor? Quem já não viu o despertar do interesse e da prática de um determinado desporto em Santo Antão só por ter chegado alguém de fora com dotes numa determinada modalidade?

– O pessoal do basquetebol na Ribeira Grande por exemplo, o norte-americano MIKE (Michael Granne), foi ou não foi a nossa rampa de lançamento para o sucesso da geração 1983/1984?

– Ao pessoal do voley, não é também verdade que o Ralão, inspirou muita gente?

– Não é também verdade, que sem estes “alvos a atingir” e muitos outros não mencionados, o mais certo era a estagnação até certo nível?

Pois, tal como o desporto, o mercado de trabalho não foge a regra.

Num meio tão pequeno como o Concelho da Ribeira Grande, há certamente alguns que teimam em pensar que a concorrência só será prejudicial para os seus negócios, chegando a tomar a decisão mais fácil – desistir de investir neste espaço. Eu acredito que, apesar de reconhecer a desigualdade de distribuição de oportunidades entre as ilhas mais influentes (Santiago e São Vicente) e as outras (o resto), há uma certa falta de motivação e de vontade individual em lutar para conquista o espaço de cada um. Não é por acaso que muitos terminam o curso e vão sentar nas casa dos pais, só porque já meteram N curriculum’s e ninguém os responde. Por algum acaso, nascemos e fomos dotados apenas para exercer uma única função em todas as nossas vidas? Não, eu não acredito.

Muitos, puro e simplesmente, especializam-se numa determinada área apenas para não morrerem a fome, ou porque os pais insistiram, ou porque os seus amigos especializaram e ficava chato ser o único (…), enfim, razões que só condenam a pessoa em questão ao insucesso (a não ser que ganhe o totoloto e vire milionário da noite para o dia), ao invés de se especializarem porque querem dar um futuro às suas famílias, querem ser felizes nestas curtas férias da vida, querem deixar os seus nomes na história do desenvolvimento dum determinado lugar, querem ser exemplos a seguir, querem garantir que os seus filhos e netos não venham sofrer as consequências do seu insucesso no futuro (..), enfim, porque são ambiciosos.

Quem já não cometeu o erro de estar constantemente a se comparar com o outro? Mesmo que não o faça, a sempre alguém que dê esse trabalho por si e o submeta a esta atitude negativa.

Não se iluda, há sempre um “mal amada“, um frustrado, um pobre coitado que não teve a educação que merecia, um pobre coitado que sofre as consequência da falta de instrução dos pais na sua educação, que não tem culpa de ter passado por aquilo que passou, que não teve as oportunidades que os outros tiveram, não lhe foi dado muitas opções de escolha (por isso mesmo é que não se deve julgar ninguém sem antes saber o porque de ter feito isto ou aquilo), que te vai apontar o dedo em tudo aquilo de bom que venhas fazer. A inveja é também consequência destes tipos de “traumas”, digamos assim. A melhor forma de o contornar é mostrar de forma educada e consciente, um caminho à pessoa, sem ser necessário “pôl d’boca“, difamar, enfim, declarar  guerra ao dito cujo. Agindo assim, todos sairão a ganhar, até mesmo quem não esteja directamente ligado ao conflito.

Cada Ser é ÚNICO, por isso, faça uma auto-análise e vai perceber que há muita coisa que o outro (aquele que querias ser como ele), não têm, ou se calhar nem tinhas percebido que tinhas mais do que ele.

Voltando a vaca fria, se a concorrência for feita de forma leal, sem “passar por cima” do teu adversário, sem desrespeitar o espaço do mesmo, sem “jogo sujo“, ou seja, aproveitando apenas os teus pontos fortes em relação à este, sem desistir com facilidade, certamente irá despertar em ambos um espírito competitivo saudável que estimulará os concorrentes a inovar, serem criativos, e adivinhem quem ganha com isso?

1 – Você mesmo

2 – A sua empresa

3 – A área de “combate” (neste caso, Ribeira Grande) e os seus influentes

Algumas dicas:

– Para a sua nova empresa, pense num nome que não exista tão perto da sua área de serviço. Um nome fácil de se recordar e que facilmente “te fká na boca d’povo“, pois, nem todos tem a memória de elefante que poucos têm.

– Antes de abrir qualquer negócio, faça um pesquisa exaustiva do meio em que o vai inserir. Se tiver que criar um site por exemplo, faça um pesquisa no google sobre o nome escolhido, para ver se não corre o risco de muitas pesquisas irem parar ao site do vizinho.

– Seja sério, competitivo, inovador, criativo, e sobretudo trabalhador.

– Não pense que tudo vai cair do céu ou que o poder central (governo) ou local (câmara municipal) vão sempre corresponder as suas expectativas, porque enganas (O interesse pelo poder, sobrepõe aos interesses comuns hoje em dia).

Seja Ambicioso e respeite o próximo!

 

Cordialmente,

 

Délio Leite (Déy)

 

Veja também estes interessantes vídeos e saiba muito a respeito:





Dumping ou promoção do navio MAR D’CANAL???

 

Cais Porto Novo

Cais Porto Novo

“Armas – navio Mar d’canal afunda Ribeira de Paul ”

Quando vi esta notícia no Jornal ASemana, “Concorrência derruba preços na linha Santo Antão/São Vicente (Fevereiro, 2011)”, até pensei comigo mesmo “que bom para nós consumidores…era isso que estávamos a precisar”.

Ora, neste meio tempo, viajei para São Vicente por duas vezes e como é normal optei pela companhia que aplicava o menor preço na qual paguei 300 escudos na primeira viajem e 150 escudos na segunda. Sim, isso mesmo, 150 escudos. No entanto, se antes eu pagava 700 escudos e demorava 45 minutos (até menos) até São Vicente, desta vez levei 1h30m minutos para chegar ao meu destino, sendo que na primeira viagem o mar estava agitado e o navio parecia um brinquedo em cima da água, com muitas pessoas passando mal. Então percebi que, o que a companhia Armas está a fazer, nem é promoção e nem é parte da sua estratégia de marketing para enfrentar a concorrência, mas sim, um desleixo com os próprios clientes que são obrigados a lidar com um navio em péssimas condições que mal se desloca na água e que a qualquer hora está sujeito a parar no meio do trajecto. “Ops” acho que falei demais, há pessoas que não gostam de ouvir verdades, portanto, vamos agradar a todos, principalmente na questão de preço (Ironicamente falando, claro).

Passemos então às perguntas:

1 – O que a Armas, navio Mar d’canal, está a fazer é uma promoção ou é qualquer coisa parecida ao que chamamos de Dumping” no Comércio Internacional?

Dumping é uma prática comercial que consiste em uma ou mais empresas de um país venderem seus produtos por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo para outro país (preço que geralmente se considera menor do que se cobra pelo produto dentro do país exportador), por um tempo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes no local, passando então a dominar o mercado, impondo de seguida os preços altos. É um termo usado em comércio internacional e é reprimido pelos governos nacionais, quando comprovado. Esta técnica é utilizada como forma de ganhar quotas de mercado.

2 – Será que teremos mais promoções quando o navio Mar d´Canal, estiver em plenas condições?

3 – Até que ponto a companhia Sal Rei irá suportar tal concorrência? Será que o destino será o mesmo da Companhia Ribeira de Paúl, que encerrou as operações entre S. Antão e S. Vicente?

4 – Voltaremos a um monopólio e o preço voltará a aumentar?

Já agora, estou adorando os preços mais baixo, só espero que eles se mantêm quando as condições de viagem forem ideais.


Ms.Valter Marcos

 


Escolha profissional…vocação? Dom? inclinação?

 

Profissões

Algumas de muitas profissões

Quase todos nós conhecemos ou já ouvimos falar de alguém que mudou ou pensa mudar de curso e isso está se tornando cada vez mais frequente. Eu mesma dei a minha contribuição no aumento dessa estatística.

Não se pode generalizar na análise deste fenómeno em crescimento, porque cada caso é um caso, mas posso expor aqui a minha experiência. No meu caso foi um misto de deslumbramento, falta de informação e preconceito. Deslumbramento pela medicina, pelo que ela é e pelo que representa; falta de informação por não saber ao certo o que fazia um profissional de medicina; e preconceito movido pela crença de que os melhores alunos devem escolher os melhores cursos, e por pensar que existem cursos que possam ser melhores em detrimento de outros.

A escolha profissional é algo que deve ser feita com muito cuidado e muita dedicação, pois não se está apenas escolhendo um curso para fazer em 4 ou 6 anos, mas sim está-se a escolher a profissão em que se vai trabalhar por toda a vida.

Quantos profissionais frustrados não devem existir na nossa Ribeira Grande? E qual não deve ser a falta que profissionais satisfeitos fazem ao nosso concelho? Pois, para quem gosta do que faz… o céu é o limite, e isso  só contribui e muito mais para o desenvolvimento.

Para você que está pensando em fazer a sua escolha profissional, não escolha pela beleza, pelo status ou pela estabilidade financeira (fazendo o que gosta, alcança com mais facilidade, tal estabilidade), pense também em suas habilidades, inclinações, gostos, dom e vocação.

Mas, como deve ser feita essa escolha?

Vocação (que vem do latim, vocare, e que quer dizer chamado), temos muitas, por isso, dentro das profissões que mais lhe atraem, tenta se informar melhor sobre cada uma, procure profissionais da área, visite os locais de trabalho, converse com estudantes da área e procure ver a grade curricular do curso. Estando em posse dessas informações, opte por aquela em que melhor se identificar.

E lembre-se: Gostar de matemática e física, não quer dizer que se possa ser engenheiro; Gostar de sangue e de cura, não quer dizer que se queira ser médico; ser bom a fazer massagem, não quer dizer que se possa ser bom fisioterapeuta.

Não sendo tão importante como o que disse anteriormente, mas, se quiser um reforço, pode acessar links a seguir e fazer um teste vocacional:

Teste vocacional 1

Teste Vocacional 2

Espero ter contribuído de alguma forma!

Wealth is good, Health is better, hapiness is Best!

Riqueza é boa, Saúde é melhor, felicidade é A melhor!

 

Rilda Leite (Estudante de Psicologia)

 

 


Crianças vêm, crianças copiam!

Pois é, o futuro do nosso habitat, está nas nossas mãos. O que nos reserva este futuro, é, em boa parte, fruto da educação que damos aos nossos filhos.

O video que se segue, exemplifica algumas (de muitas) situações em que isso acontece.

Se queremos o nosso habitat com pessoas menos violentas, menos problemáticas, menos muita coisa má, teremos que ser nós a dar o exemplo.

Há muitas situações em que a nossa mente egoísta (por vez intencional, mas nem sempre) pensa “ah, é só desta vez, ela não se vai lembrar”. Pois, aí está o grande erro, porque a criança tem a capacidade de memorizar muito superior ao adulto.

Quem não conhece a celebre frase “Burre grénd, en de prendê“?? (não é bem assim, mas está lá próximo), pois é, “burre piknin te prendê e depressa

Tirem as vossas conclusões:

 


A propósito da Barragem…(1)

A propósito da futura Barragem de Canto de cagarra (click para ver o artigo), deixamos aqui uma propaganda de TV muito interessante a este respeito. Para um bom entendedor, meia palavra basta!

Legenda: “A água é muito preciosa para ser desperdiçada”



Parabéns cordas do sol, parabéns Sintonton!

É nessa linguagem que fala o “plurim”.

É nessa insistência, nessa garra, nessa força contra a descrença do governo (em contrapartida, super crença em outras ilhas), nessa persistência e sobretudo, no trabalho, que nós acreditamos. Arlindo Évora é um exemplo a seguir sim (se gen donje o q’nô te merecê, no tem q esvrá e conseguil pa nós mérito e meios próprios).

Falamos, pois claro, dos CORDAS DO SOL.

Os prémios são merecidíssimos (não sabemos se seriam, se o voto do público não pesasse tanto, pois a tendência deturpadora do marketing de hoje, é avassaladora).

Fiquem com o clip oficial da MÚSICA DO ANO 2009/2010, MNINE DE RUA MA MIM


Políticos de hoje em dia. Ou és do SISTEMA ou estás fora!

Caros Ribeiragrandenses!

Assistindo a este peculiar documentário, decidimos partilhar esta informação com os demais, para que possam ter uma visão mais nítida daquilo que a política se está transformando e as implicâncias que esta mudança tem tido e terá nos inocentes do mundo inteiro.

Temos sido afectados constantemente com as “mentiras” dos nossos políticos (quer MPD quer PAICV) mas o pior é que nada fazemos para os deter, pior ainda é, quando concordamos com as suas práticas aquando do nossa confiança na época das eleições com o nosso maior trunfo “O VOTO”, ou quando vendemos a nossa dignidade em prol de interesses individuais, ignorando o sofrimento colectivo.

Cabo Verde está directamente ligado à estas divulgações e as pretensões dos EUA perante o nosso arquipélago (Bases militares, presos do guantanamo…).

– Quais serão as consequências que forçosamente sofreremos?

– Estaremos à altura dá Ganância dos nosso políticos?

– Esperaremos que isso acontece para querermos um arrependimento tardio?

Assistam o video e tirem as vossas próprias conclusões!

Para ver legendas, basta clicar no botão “CC” na janelas do video (tem que estar vermelho após carregares no play).