Ribeira Grande em 2025. Como será?

Ribeira Grande em 2025

Ribeira Grande em 2025

– Como imaginas o Concelho da Ribeira Grande em 2025 (daqui a 15 anos)?

– Qual o modelo de desenvolvimento que devemos seguir para alcançar o progresso do Concelho?

– Qual o modelo de desenvolvimento que não se deve seguir?

– Quais as prioridades a terem em linha de conta?

– Em 2025, Ribeira Grande será aquilo que tu esperas que seja?

Este exercício trará pistas importantes para modelos de gestão municipal, de definição de políticas públicas e não só.

Ribeira Grande agradece a sua colaboração!

Plurim (Sugestão de Paulino Dias)

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About plurim

Criado para relembrar, reabilitar, recuperar, redescobrir o nosso concelho da Ribeira Grande, Ilha da Santo Antão, Cabo Verde, este blogue terá como propósito enobrecer, por mérito próprio, aquele que nos viu nascer, crescer e tornar em mais um valor nacional, reconhecidos por prós, ignorados por contras. "Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória." Ver todos os artigos de plurim

21 responses to “Ribeira Grande em 2025. Como será?

  • Anibal Miranda

    Bsot dzem se mas es ideia enné o mássimo.

  • Anibal Miranda

    Convido a todos a lerem esse artigo escrito pelo sr. João Manuel Chantre.

    http://www.expressodasilhas.sapo.cv/pt/noticias/detail/id/19580

  • Maysa

    Boas Plurim!!
    Jam bem po nha cabeça ta viaja sem pensa ne linha de desenvolviment nem politicas nem nada…m te bem escreve mane km tava gosta de ser 😉 …

    Entrada de um Blog, 16 de Julho de 2025 8:23 a.m.
    Bom dia Sol!!!!
    Estive há poucos minutos a fazer uma pequena viagem no tempo e lembrei-me da minha infância, adolescência e do meu período universitário em Lisboa…
    E então pensei para mim: “Quem diria que hoje estaríamos a viver assim, confortáveis e com menos motivos de preocupação no nosso ritual diário?” Sim, porque hoje estamos muito melhor de que há 14 anos atrás. Eu bem me lembro de quando saí de Santo Antão, praticamente “obrigada” pela falta de opções para continuar os meus estudos na área em que eu pretendia seguir. Mas hoje de certeza que as pessoas que têm que fazer esse tipo de viagens não passam por tantas turbulências…
    Era impensável na altura viajar com tranquilidade de Ribeira Grande à Porto Novo, sem os antigos “defeitos” da estrada Paul-Porto Novo, porque a estrada foi melhorada desde o Paul. As insuportáveis e excessivas curvas foram atenuadas e a segurança foi aumentada para evitar graves acidentes e derrapada de pedras para dentro da estrada.
    Felizmente hoje é muito menor o número de jovens que escolhem seguir a vida universitária longe de casa e fora do nosso país, graças ao alargamento da rede nacional de universidades e com a abertura de cursos nas diversas áreas de conhecimento, com pólos em todas as ilhas do país.
    Se fosse em 2010, eu certamente não teria ido para Lisboa e entraria logo de início no curso de Optometria e Ciências da Visão. Uma formação que na altura fazia muita falta na nossa sociedade e que hoje já somos alguns Optometristas e Ortoptistas espalhados por toda a ilha com clínicas em Ribeira Grande, Paul e Porto Novo. O nosso povo já não têm que viajar constantemente para São Vicente ou Santiago, ou mesmo para fora do país por causa de um “incómodo na vista” ou da necessidade de utilizar lentes, uma prática que é muito menor hoje em dia dado ao desenvolvimento tecnológico que reina em todas as áreas. Muitas pessoas já preferem não usar lentes com armações e fazer outro tipo de tratamento. Mas os tratamentos, como cirurgias, ainda são feitos para o nosso moderno e agora maior Hospital Regional Dr. João Morais, que hoje dispõe de um espaço próprio de oftalmologia (onde também damos consultas várias vezes por semana) e de vários outros recursos que eram muito desejados há muitos anos atrás.
    Bem, estou aqui muito bem sentada, tagarelando com o computador, mas não tenho todo o dia. Tenho de ir ao nosso moderno centro comercial para comprar algumas coisas para o almoço.
    Hoje dá mesmo vontade de sair à rua, ver as ruas todas bem organizadas, bem calcetadas, casas todas pintadas… Imaginem só o que é olhar para o alto de Penha de França e ver as casas tão bonitas cada uma com a sua cor, parece até a decoração de um livro com aquele céu azul como fundo. Por outro lado, a beleza das casas da Ladeira, cuja pintura sobressai naquele belo verde da antiga estrada RG-Porto Novo que hoje também tem mais alguns povoados ao longo do seu percurso e hoje dispõem de todos os serviços mínimos ali bem perto de casa, dispensando às pessoas de Corda, por exemplo, as constantes deslocações à Povoação…
    Hoje o meu dia é completamente preenchido, o desenvolvimento da nossa ilha agora possibilita-nos muitos “luxos” que eram impensáveis nos anos 90 e na minha adolescência, por exemplo. Hoje, apesar dos meus 34 anos e imensas responsabilidades reservo sempre um tempinho na agenda para o desporto… Aos fins-de-semana vou sempre ao nosso moderno e coberto Polidesportivo David Fortes brincar um pouco com os mais pequenos e com a bola de volley. Hoje, graças à organização da Federação Cabo-verdiana de Voleibol e também da nossa associação regional, que são reconhecidas na comunidade desportiva nacional e internacional, devido ao grande trabalho das nossas selecções nacionais, masculina e feminina, nos últimos campeonatos internacionais temos todos os recursos necessários para ter escolas para crianças, adolescentes e jovens darem os primeiros passos na modalidade e um voleibol de qualidade não só em Santo Antão, mas de igual nível em todo o país.
    A (o) minha (meu) filha (o), apaixonou-se desde muito pequena(o)pela música e pelo nosso bonito centro cultural 7Sois7Luas, quando íamos sempre às sextas-feiras, ver concertos de artistas nacionais e algumas vezes internacionais. Por isso preferiu entrar na escola de música do próprio centro cultural que foi construída e é mantida pela cooperação da rede de cidades do Festival 7 Sois7Luas que se tornou uma grande atracção turística na nossa ilha…

    …queria sonhar muito mais, há muitos mais sonhos por partilhar, mas a dura e triste realidade chama por mim…
    Vamos sonhar né..é de graça mesmo ;-)!!!
    Peace ❤

  • Joaquim Gomes

    Meus caros Ribeiragrandenses!
    Acho que foi uma óptima iniciativa, lançar a ideia de sonhar a Ribeira até 2025.
    Acredito que em 2025, Ribeira Grande não será a mesma e que muitos dos nossos sonhos passarão a realidade e muitos de vós concretizarão estes sonhos.
    Esta modalidade é uma forma evoluida da democracia mundial, onde os cidadãos desinteressadamente darão os seus valiosos contributos. Todos os cidadãos, hoje são chamados a contribuir e essa contribuição é sem dúvida facilitada pelas novas tecnologias que a inteligência humana nos facultou.
    Eu também tenho o meu sonho que passaria por uma transformação das habitações já existentes, em casas adaptadas a natureza da ilha montanhosa que temos. Acredito que isso passaria por um grande projecto co-financiado pelo governo e provavelmente baseado numa cooperação bem forte com câmaras ja geminadas com a Ribeira Grande.
    Primeiro, esse projecto seria socializado com os habitante do concelho,teria a parceria e o apoio técnico do governo (arquitéctos especializados)incluiria toda a modernaização de todas as habitações e finalmente as habitações teriam a linda telha vermelha que daria uma beleza ao nosso querido concelho.
    Este projecto passaria pelo ordenamento das localidades, a retida das casas mal colocadas e realojamento dessas pessoas, impediria que as pessoas construissem sem autorização das autoridades que neste caso seria a Câmara municipal.

  • Eliane Delgado

    Exactamente Roger, sima m oia na um documentário “O Segredo” (bsot devia assistil).No ca deve pensa na o que no ca cre mas sim na o q no cre. Por exemplo no ca deve pensa na luta contra a fome, luta contra pobreza,as drogas, o terrorismo, o câncer, a vionlência, ou seja, no tem tendência a luta contra tudo q no ca cre, no ta po nos pensamentos, energia na tud kela e nos pensamentos tem tcheu força , hora q no pensa so na kelá no tita atraí mas ainda na nos vida.Mas sim concentra na amor, educação, paz, ambundância. Se bo e contra violência seja pró paz, se bo e contra um politico seja a favor de se adversário, se bo e contra fome seja pró abundância na mesas de pessoas.Ou seja invez de gasta bo pensamento na coisas ruins,na o q bo ca cre, pensa na coisas boas, na o q bo cre.Tudo o que bo ta pensa bo ta atraí pa bo vida!

  • Novo desafio PLURIM « plurim

    […] radiantes com o nível que o exercício “Ribeira Grande em 2025. Como será?” tem suscitado, pois as viagens aqui expostas nos fazem confirmar o conhecido provérbio “quem […]

  • plurim

    Boas pessoal!
    Estamos radiantes com o nível que este exercício tem suscitado, pois as viagens aqui expostas nos fazem confirmar o conhecido provérbio “quem não sonha, não vive”.
    Por isso, lançamos novo desafio ao leitores do plurim:
    – Caso ultrapassemos 10 sonho/viagens, prometemos lançar este sonhos em formato digital e impresso, com os nomes dos referidos sonhadores e claro, distribuí-los gratuitamente aos ribeiragrandenses. Serão feitos tipo panfletos/boletins, ou outra sugestão que nos seja mais viável e esteticamente mais bem conseguido.
    o que acham?

  • Paulino

    Oi Elinha,

    Excelente sonho, pá! Bo fezêm ága na bóca… Já déme vontéde de dá um pulim lá grinhéssim ehehehehe.

    Abração,
    Paulino

  • Élinha

    Depois do que li, não pude deixar de embarcar e de repente dei por mim a sonhar.

    Sonhei com um grupo de turista que desembarcou no moderno Cais de Porto Novo. A espera do grupo estava uma jovem guia turístico, que graças a sua valiosa formação profissional não teve problema em relacionar com o grupo. Ela é funcionária de uma conceituada agência local de turismo cuja sede é em Coculi.

    O grupo vinha a Santo Antão, mais precisamente Ribeira Grande para dois dias, atraídos pelo Campeonato Internacional de Canyoning, que a semelhança de outros anos, realiza nesses dias, uma das etapas em Santo Antão. Essa actividade estreou na ilha em 2009, quando se realizou uma Reunião Internacional de Canyoning, desde então é um dos atractivos turísticos da ilha, pois as suas imponentes ribeiras oferecem boas condições para esse desporto.

    Feita a recepção segue o percurso pela via Porto Novo – Janela, e em poucos minutos, acompanhados de histórias da ilha, apresentados pela guia, já estavam em Povoação. Devido a uma ligeira indisposição de um dos elementos do grupo, a primeira paragem foi no nosso moderno Hospital Regional “João Morais”. A paragem não foi mais de 15 minutos, uma vez que não encontraram fila de espera nas urgências, pois, ela está muito bem equipada e com técnicos especialistas em diversas áreas, filhos de santo Antão, como a nossa fisioterapeuta Rea, que sente orgulho de cá estar a trabalhar.

    Seguiu-se a hospedagem na Estalagem Lima, uma antiga casa familiar, site em Longueira, que hoje esta recuperada para o turismo rural e ecológico, onde alem, do serviço de cozinha tradicional, brinde os seus visitantes com demonstração do processo tradicional de fabrico do “grogue” de Santo Antão. Falando em “grogue”, Afonso Martinho gaba-se hoje de ter um moderníssimo laboratório de inspecção e certificação desse produto, fazendo com que ele seja reconhecido e valorizado a nível internacional.

    O almoço foi aqui mesmo, servido especialidades locais a base de produtos naturais e locais, pois a nossa agricultura hoje é moderna, com tecnologias que evitam o desperdício de agua como antigamente, e água já não é mais problemas nos vales de Ribeira Grande graças a valorização das bacias hidrográficas e das barragens.

    A tarde o grupo segui para o vale de Ribeira Grande, numa moderna estrada e serviço de transporte garantido pela agencia, mais precisamente para Caibros onde essa tarde acolhia a etapa de Canyoning. De regresso puderam visitar a igreja/museu de Coculi.

    Chegados a povoação, visitaram uma exposição de pintura, do artista Edu Bentub, no Centro Cultural Sete Sois Sete Luas, e seguiu-se antes de jantar num dos conceituosos restaurantes da cidade, que nesse dia, incluía no cardápio, musica ao vivo. O guia não tem receio em recomendar os restaurantes da cidade, pois sabe que, devido as exigências das entidades fiscalizadores e devido a concorrência, todos estão prestando um serviço de qualidade, e apostam na formação dos seus funcionários, com vista a um serviço de excelência.

    De regresso a estalagem, era hora de um bom repouso, pois o programa seguia noutro dia, logo cedo com uma viagem guiada ao vale da Garça, Cha de Igreja até Cruzinha, onde iriam ver na praia de arranhas a sinalização de ninhos de desova de Tartarugas e ver in loco todo o trabalho que essa comunidade tem feito, para preservação dessa espécie. Trabalho esse que já em 2010 rendeu um premio “The Equator Inititative Award”, prémio concedido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) agraciou, principalmente, o nível de envolvimento da comunidade local nos temas dedicados à conservação das tartarugas. Hoje as tartarugas visitam as nossas praias sem perigo de serem capturadas, o que faz disso um produto turístico da ilha.

    O grupo nesse dia almoçou em Cruzinha, claro a base de produto do mar, confeccionado a moda local, de sobremesa mouse de manga, uma especialidade local que não falta graças a cooperativa de transformação de produtos agro-alimentar de Chã de Igreja. Pequenas cooperativas iguais a essas, abunda por esses vales. Constituídas sobretudo por mulheres, que capacitadas, hoje evitam o desperdício de frutas em época de abundância, transformando-as, conservando-as e conseguem, não só abastecer o mercado local como exportar as ilhas vizinhas. E sabem do que mais é o Adelino que cuida da apresentação e desin, desses produtos.

    Tal como muitos turistas, esse grupo, queria levar souvenir, foi então que foram numa breve visita a Cidade de Ponta do Sol, e puderam contemplar o artesanato da ilha, numa permanente exposição de artesanato, no Centro de Exposição ao lado da Câmara Municipal.

    Hoje o jantar é numa belíssima, esplanada em Sinagoga, abrilhantado com o som das ondas do mar. O serão não pode ser longo, porque amanhã cedo é partida para Porto Novo, ainda há muita coisa para ver, pois o percurso é na estrada de montanha.

    OPSSS, acordei do sonho aqui a frente do computador, vou sonhar na cama.

  • Anibal Miranda

    é disso que estou falando. é isso que eu defendo e é isso que o nosso concelho precisa. Precisa de nossa união, de ideias, de ambição. É preciso sonhar alto e correr atras para que esses sonhos possam tornar realidade. Sei que depende de muitos fatores mas nada é impossível. É só termos uma visão, ver as oportunidades e aproveitar delas.
    Tudo o que voces escreveram não é coisa de outro mundo.Querer é poder. Vamos deixar o ódio e as criticas de lado e mão-a-obra para que possamos construir um RG que nós queremos. Só assim voltaremos a ver o sorriso no rosto de todos nós. Abraço.

  • Paulino

    Alô Dey,

    Absolutamente genial, pá! Parabéns pelo sonho!

    Pessoal, vamos continuar? Falta ainda “sonhar” a cultura, a saúde e educação, juventude, terceira idade…

    Estou à espera dos “sonhos” do Olavo, do Belafa, do Silvino, do Lenine, do Baltasar, dos irmãos Bentub, enfim, de todos os interessados em “ver” Ribeira Grande em 2025…rsssss.

    Abraços,

  • Agnelo

    manera maltas!
    mim paulino ma delio ja pome emocionode, realmente un te espera contribui e vive esse sonho ne nos ilha daqui 15one, maltas no da espediente rapido no be torna esse sonho ne realidade porque se nos tude junta no te consegui sim. abraço a todos

  • Délio Leite

    Boas pessoal!
    Dando seguimento à dinâmica do Paulino, vou fazer aqui a minha viagem, simulando um email que envio à um emigrante de Santo Antão, que pretende voltar a casa, por ter ouvidos muitos rumores do sucesso da ilha nos últimos anos:

    Aterrei ontem no moderno aeroporto do Porto Novo, dia 05 de Julho de 2025, vindo de Portugal, depois de 4 horas de voo até São Vicente e da ligação de 10 minutos de voo para Santo Antão. Saí de Lisboa às 14h00, cheguei em Santo Antão por volta das 19h00 do mesmo dia, pois, hoje já usufruímos de voos regulares vindas de quase todas as ilhas. Não podia imaginar o quão agradável seria, já que há 15 anos atrás saía de Lisboa, voava para o Sal, no Sal chegava a esperar 24 horas para o próximo voo com destino a São Vicente, que só funcionava à tarde, logo perdia o 2º barco para Santo Antão, o que me fazia chegar ao meu destino 3 dias depois de ter saído de Lisboa. Nem me dei ao luxo de verificar as bagagens, porque tinha feito o check in directo para a cidade de Povoação. É mesmo isso, até a cidade, porque hoje, a nova concorrente dos TACV, os 10ILHAS, criou um estatuto especial aos condutores/empresários que respondessem aos requisitos necessários (cursos de línguas, micro empresários, agenciamento de viagem, um determinado número de transportes em boas condições, condutores com rigorosas cartas de condução…), onde é possível, através de qualquer balcão do mundo, estabelecer esta ligação, como se de uma extensão do aeroporto de Santo Antão se tratasse. Por esse facto, o meu check in foi directo para Ribeira Grande através da TTRG (Transportadora Tony Ribeira Grande), evitando assim o agravamento da minha lombalgia (Gênt de Sintonton te gostá de cê incmenda, já bô oiá logo cum djga chei de cosa).

    Vim pela remodelada estrada Porto Novo-Janela, que hoje foi acrescentada 1 metro de berma para cada lado, os túneis estão completamente iluminados, abastecidos por energia eólica que foi instalada naquela zona bastante ventosa, abastecimento este também responsável pela iluminação de toda a estrada. Além das bermas, foram introduzidos muros de protecção nos lados onde há constantes desmoronamentos, diminuindo assim a queda de pedras para o asfalto e consequentes cortes de estrada. Foi também corrigida a sinalização da mesma, depois de técnicos especializados terem reprovado a sinalética excessiva, porém perigosa e ineficiente. Antes de Chegar à Janela, tive ainda tempo de visitar o remodelado “farol de boi”, hoje um dos maiores atractivos turísticos de Santo Antão. O que mais me satisfez nesta viagem, foi sem dúvida não ter “selabanquiód” nas antigas estradas de calçada, pois o asfalto já liga Janela à Ribeira Grande.
    Chegando a minha Casa, com as minhas bagagens à porta, só me deu tempo de pô-las lá dentro, equipar e correr para dar o treino das 20h00 da equipa bicampeã nacional de basquetebol, BOMBA, no polidesportivo e centro recreativo KINTOLONA (no mesmo lugar onde foi o antigo Kintolona). Por ser bastante pontual, cheguei com 10 minutos adiantados, tempo ainda de ver a parte final do treino dos recém-campeões nacionais de voleibol, ROSARIENSE. Cheguei mesmo a tempo, caso contrário perdia o show de amanhã dos RBERA RIBA, vencedores da categoria “prémio revelação” de Cabo Verde Music Awards. Depois do treino, fui também ao cinema do Polidesportivo e Centro Recreativo Kintolona ver a estreia do documentário “Santo Antão, de esquecida à refência”.

    Saindo do Cinema, eu e a minha mana (ela de “tukim”), depois de passar pelo terreiro, sem danificar os sapatos porque o pavimento medíocre foi retirado, e tomar o “boné” do dia, fomos ao bar “gotchód” encontrar-me com o pessoal, donde seguíamos dali para Ponta do Sol, porque apesar de S’rré Negra ter sido remodelada, posto termo a entrada de “pxotes”, melhorado o ambiente e as exigência nas entradas (hoje a boa aparência reina nas noites de S’rrá), nesse dia era “Ladies night”. Como sou a favor da igualdade de género, não percebo porque nunca houve um “Gentlemen night”. Fui à (não só como forma de protesto, mas também por ser badalada e espectacular) discoteca “Pêsquêr”. Pensamos em ir comer búzios no ampliado “bar & restaurante Veleiro”, mas quando lá chegamos, não havia lugares vagos por estarem todos ocupados sobretudo por turistas. Nem sequer demos importância a isso, porque tínhamos conhecimento do bom serviço de restauração prestado no último piso da discoteca “Pêsquêr” em Ponta do Sol, sem falar nos inúmeros bons restaurantes da cidade. Fui para casa mais cedo, porque já hoje, dia 6 de Julho, é o dia da inauguração da IV Feira de produtos agrícolas de Santo Antão no coberto Polivalente David Fortes.

    O que mais me intriga, me faz sorrir e me dá um brilho especial aos olhos em todas as localidades de Ribeira Grande, é o facto de dificilmente ver uma casa que mora pessoas, sem ser pintada ou completamente acabada, e sobretudo ligada a rede regional de esgotos. Um colega meu Urbanista, esta a finalizar um trabalho de pesquisa, que será apresentado na moderna sala de conferência de Chã d’igreja, no próximo fim-de-semana, com o tema “cores do nosso concelho”. Estarei certamente presente, apesar de 2 horas antes ter uma reunião marcada com um cliente que veio, de propósito, de Noruega até Santo Antão, porque sabe o que perde, caso opte por uma outra empresa de arquitectura das outras ilhas de Cabo Verde, para fazer o que ele pretende em Santo Antão, pois, a qualidade dos nossos serviços e as oportunidades que hoje temos na ilha, depois que o governo resolveu deixar de beneficiar 1 ilha mais do que as outras, falam por si.

    Chegarei a tempo, porque a barragem de canto de Cagarra, ou os inúmeros diques que evitam o rompimento desta (devido as enxurradas que causa prejuízos e mortes, com vários exemplos em vários países do mundo), a boa manutenção que esta tem sido alvo, o bom e forte sistema de construção que também tem sido alvo, a estrada de penetração asfaltada que vai da Cidade de Povoação até à praia do Mocho (que hoje sustenta um hotel 4 estrelas, devido a grande afluência de banhistas e ao bom acesso), que também foi bem executada e não se gastou balúrdios na sua manutenção com as cheias de ano após ano, vão certamente me ajudar a encurtar o tempo.
    Falando nisso, amanhã será a final do campeonato regional de canoagem em Canto de Cagarra. Vou filmar e mando-te por email logo ali, porque as praças digitais de Chã de Igreja, Garça e Cruzinha, já me permitem fazê-lo e a uma velocidade impensável há 15 anos atrás.

    Conto-te mais, no dia 11 do corrente mês, pois, já no dia 10 comemoramos 5 anos da independência da ilha de Santiago.
    Bom dia da independência de Cabo Verde,
    Abraços,

    Délio Leite (déy)

  • Paulino

    Olá Adelino,

    Porque não continuas o texto? Vamos sonhar todos os juntos, vamos! Partilhe connosco o seu sonho de Ribeira Grande em 2025…

    Um abraço,

  • Adelino Rodrigues Fortes

    Caraca meu, depos dess de Sr.Pólin, serio mim nn resisti, Sr Paulino o Sr mandou muito bem, serio mut bem mesmo, na m te sem palavras…
    ARFortes

  • Paulino

    Olá a tod@s,

    A esse respeito, permitam-me partilhar convosco uma crónica que gostaria de escrever algures em meados de 2025.

    “Eram 08h30 da manhã nesta Segunda-feira 28 de Julho de 2025, quando desembarquei no moderníssimo cais de Porto Novo, depois de uma viagem de 20 minutos a partir de São Vicente. Apesar do mar de Sonjõn revolteóde, não nos deixa enjoar o catamaran moderno e confortável pertencente à frota de 4 catamarans da empresa COSATRAN (Companhia Santantonense de Transportes), cujos sócios maioritários são dois irmãos de Ponta do Sol, ex-emigrantes em Holanda. As duas companhias que operam no canal, com um total de 6 navios de diversos formatos, garantem ligações a cada hora com São Vicente. O movimento no cais é intenso, por conta dos dois enormes navios-cruzeiros atracados, cheios de turistas que vieram visitar a ilha de Santo Antão, atraídos pelo facto de a ilha ter sido catalogada há dois anos como Património Natural da Humanidade (o Gabinete Técnico Intermunicipal, junto com uma comissão de membros da sociedade civil dos 3 concelhos, está agora a preparar a sua candidatura à ilha mais bela do mundo). Mas o desembarque é organizado, os passageiros são conduzidos ao moderno terminal de passageiros onde, à saída se pode pegar o transporte para todas as partes da ilha. Pensei primeiro em alugar um carro num dos balcões da empresa DONGO RENT-A-CAR (a 3ª maior empresa de aluguer de viaturas sem condutor em Cabo Verde, com operações em todas as ilhas). Ou de chamar um dos taxis estacionados ali perto, com os motoristas nos seus uniformes vistosos e com o crachá onde se pode ler, entre outras informações, as línguas que domina (… o meu amigo Djosa ostenta orgulhosamente no peito o “falo Inglês, Francês e Alemão”). Mas em vez disso, optei por fazer a viagem até Ribeira Grande através de transporte público, num dos hiaces da COTTESA (Cooperativa de Transporte Terrestre de Santo Antão), criada em 2013 pelas centenas de condutores independentes existentes então na ilha e que hoje oferece serviços regulares de transporte a todas as cidades, vilas e povoados da ilha. Tenho saudades da ilha apesar de me ter ausentado há apenas 15 dias para uma viagem a Xangai onde fui encontrar-me com um dos meus sócios da empresa de organização de passeios de helicóptero e vôos charters a partir do aeroporto de Porto Novo, e por isso opto por fazer a viajem na estrada “velha”, recuperada para fins turísticos e com várias atracções ao longo do percurso: os miradouros de Cova, Pico da Cruz, Pedra Rachada e Delgadinho, o charmoso mercadinho de queijo de Esponjeiro gerido pela cooperativa de produtores de leite e derivados do Planalto Leste, etc. Pode-se também almoçar num dos três restaurantes panorâmicos do empresário Djopan situados ao longo da encosta (hoje cheios de turistas que chegaram nos cruzeiros).
    Quase à chegada à cidade de Ribeira Grande, o belo bairro de Cruz espera-nos logo ao virar de uma curva. As casas todas arrumadas, pintadas de branco com um jardim ao redor (projecto conjunto entre os habitantes do bairro, a CMRG e um empresário ali residente) dão um colorido especial e abrem o apetite para que se encontre com a nossa querida Povoação. Esta nos aguarda ao dobrar a primeira curva em cima de Ladeira como se estivesse de braços abertos à espera do seu filho pródigo. O colorido das casas que descem Ladeira abaixo, em ruas organizadas e limpas, enfeitadas aqui e acolá com amendoeiras frondosas onde miúdos brincam à man-gatchada. Do outro lado, o pitoresco bairro de Tarrafal, recuperado há cerca de cinco anos com base num projecto do renomado arquitecto Lenine Medina e hoje um dos principais atractivos turísticos da cidade, com suas ruelas trabalhadas, seus barzinhos típicos, suas lojinhas de artesanato, o Museu do Pião ao lado da Igreja de São Miguel. Penha de França também nos delicia os olhos. Num projecto envolvendo a comunidade e a CMRG, no quadro do orçamento participativo implementado no Município desde 2015, a comunidade propôs pintar todas as casas apenas de duas cores e transformar o bairro num dos ex-libris da cidade. As casas descem assim, delicadamente pela encosta até encontrar a avenida iluminada localizada em baixo da estrada para Ponta do Sol, junto ao mar.

    Hoje ainda se festeja no Largo do terreiro, a vitória do Torrense no campeonato nacional de futebol, cuja final teve lugar no passado Sábado no moderno estádio João Serra em Ponta do Sol. Uma caravana organizada percorreu a tarde de ontem as principais artérias do Concelho, nas estradas largas de Ribeira da Torre, Ribeira Grande (incluindo a volta Coculi – Figueiral – João Afonso – Ribeira de Chã de Pedras, Chã de Pedras, Caibros, toda a estrada asfaltada do Vale da Garça até Cruzinha, com uma paragem na “Pousada dos Escritores”, em Figueiras, logo após a saída do túnel que liga este vale a Ribeira Alta e a Garça de Cima).

    (…)”

    Alguém quer continuar esta “viagem”? Desafio eh eh eh.

    Abraços,
    Paulino

  • Eduardo bentub

    Manera pessoal?
    Concordo com o Sr Carlos Bentub na questao de tentar antever os progressos da Ribeira Grande em 15 anos,se a partida nao abordarmos Santo Antao em geral,o que vai de encontro a opiniao do Roger que e a mudanca de mentalidades.
    Mas,pronto sei que nao e o que o tema propoe,e neste sentido digo que santo antao tem condicoes ideais para construir uma sociedade quase perfeita.Mas para tal teremos que nos proteger,aprender com erros de outras sociedades,aproveitar a riqueza humana que a ilha fornece para todo o arquipelago,incentivar o regresso de muitos santantonenses que vieram estudar fora e apesar de concluiram os estudos,ou nao,mostra los que tem um papel a desempenhar no desenvolvimento da nossa ilha,e tambem que esse regresso sera benefico tambem para eles.
    Em 15 anos nao sei se parte deste desenvolvimento sera alcansado,mas os alicerces para tal ja estarao feitas e a geracao dos nossos filhos viverao numa sociedade modelo.
    Aquele abraco da Eslovenija

  • Carlos Bentub

    Caros colegas,

    Todo e qualquer Modelo Econômico (Liberal, Desenvolvimentista, socialista), tem como objetivo principal garantir o crescimento e o desenvolvimento econômico sustentado de uma nação. Para que isso aconteça é necessário acompanhar o desempenho de certas variáveis como o Emprego, o PIB, o Indice de Desenvolvimento Humano e de Concentração de Renda, o Desempenho do Capital Humano (saúde e educação) e, sobretudo, o desempenho das Instituições.
    No caso de Santo Antão, em geral, e de Ribeira Grande, em particular, é totalmente inquestionável a necessidade de um novo Modelo para alcançar o progresso. É, portanto, necessário um modelo econômico que combina crescimento do PIB local com geração de emprego e distribuiçao de renda. Para isso deve-se investir pesadamente no capital humano e na infraestruturação da ilha. É factível também que o Governo Central e Local dê estímulos a iniciativa privada, para que juntos possam tocar o desenvolvimento da ilha. É preciso criar novas técnicas e utilizar novas tecnologias na Agricultura, nossa principal fonte de renda. Como sendo uma das ilhas mais “ricas” em termos de beleza natural no nosso país, seria viável estimular e investir cada vez mais no turismo rural. Para assegurar nossa juventudeque está indo pras outras ilhas com melhores condições de trabalho, é necessário não somente a criação de postos de trabalho a nivel local, como também criar um sentimento de apoio porque a nossa cidade e a nossa ilha precisa melhorar e precisa da nossa juventude que possui uma mentalidade mais alargada e, portanto, com novos horizontes e ideias fundamentais. Nesse âmbito, o papel das Instituições será fundamental. Isto pq o Modelo atual é totalmente regressivo. As estatísticas atuais mostram isso e não é à toa que a nossa ilha é a mais pobre do País.
    Seguindo esses preceitos, estou convicto que em 2025, a ilha de Santo Antão e Ribeira Grande terão um perfil melhor. Portanto, teremos a ilha dos nossos sonhos!
    Cordialmente,

    Carlos Bentub
    Economista

    PS: Como sugestão, esse tema deveria ser abrangido à ilha de Santo Antão em geral pq é um tema complexo. Por isso, na minha resposta usei Santo Antão em geral e Ribeira Grande em particular.

  • Val

    Olá pessoal,

    Pe mim parceme k medidas de combate a Pobreza deve continua te izisti sim, mas no deve cria outras abordagens pe liberta de prisao mental kel ideia k nos e cuitod no deve sempre ser esdod.

    Um politica de empreendedorismo serio, k medidas certas, inclusao de ideias, facilidades ne financiamento. Por exemplo, devia-se promove mais associativismo onde k pessoas k tem menos recusros te tem mais facilidade tambem ne obte financiamentos e credibilidade pa ses projectos. Projectos esses k pode ser promovidos e subsidiados pe proprias associaçoes por exemplo e depois servi de promotor dos mesmos pe ses parceiros.

    Depois seria mostra jovens k ka e so comercio, novas tecnologias, entretenimeto k pode apresenta oportunidades. Ne Santo Antao, sector primario (agricultura e pecuaria principalmente) te apresenta oportunidades e potencialidades enormes. Ote coza tambem, acho k falta algo mej de garra e de iniciativa ja k se no tem em conta o facto depoj de pronte, te hoje kel centro de expurgo ne Porte Nove te cuntinua hibernod.

    Um abrace e bzot desculpeme ese sentonton intxod.

    Val

  • Roger lux

    P cméça primer cosa era um mudança radical d maneira de pensar.

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