Análise da Sondagem – Segurança no Concelho da R.G.

 

 

 

Fazendo uma, não exaustiva, análise da sondagem “Segurança no Concelho da Ribeira Grande”, chegamos as seguintes conclusões:

1 – Positiva – Cerca de 35%, tem uma percepção positiva do nível de segurança em Ribeira Grande, dos quais 22% acha que a segurança “está como sempre esteve, pois o povo é sereno e respeitador”, 10% “não vê razões para se preocupar” e os restantes 3% acha que “o nível de policiamento é muito bom, por isso, estamos seguros”

 

 

 

 

 

 

– O Plurim acha que, a “serenidade do povo” é constantemente confundida com passividade, submissão, comodismo e conformismo, aspectos esses responsáveis pela condução de qualquer percurso ao abismo (caminho de difícil recuperação). Aquele que vê, sente, discorda, reclama apenas para si, teima em conviver com a desgraça, contribui fortemente para o insucesso do que quer que seja, neste caso concreto, para o péssimo nível se segurança no nosso concelho.

2 – Negativa – outros 52% das pessoas que responderam à sondagem, mostram-se preocupadas com a perda de segurança no conselho, pois, cerca de 32% atribui esta responsabilidade aos jovens (algo que terá certamente a ver com o nível do desemprego do concelho, a falta de ocupação, ao nível de escolaridade e pobreza dos pais e consequente educação destes perante os jovens), os restantes 20% atribuem a responsabilidade à Polícia de Ordem Pública, por considerarem o nível de policiamento precário e a consequente impunidade dos repetitivos infractores das actividades públicas (é fácil adivinhar quem vai ser responsável pelo próximo desacato aquando da próxima festa, actividade no polivalente, ou seja, onde estes sabem que serão o centro de todas as atenções).

 

 

 

 

 

 

 

 

Soubemos, de fonte segura, que um policial do nosso concelho pediu à um superior que perdoasse o infractor por ter feito este mesmo superior ir parar ao hospital para levar 7 pontos em cima no nariz, depois deste ter agredido o policial com a ponta das suas chaves. É caso para dizer: Estamos tramados, pois, já se percebeu que os nossos policiais têm medo de represálias (irónico isso, pois não…). Se forem accionados e o barulho for maior que o ouvido deles, ou não atendem a chamada, ou por e simplesmente passam no local do barulho, bom tempo depois, ou bem longe.Há jovens que afirmam: “eles já se vão embora, vais ver o que lhe vai acontecer”.

No verão de 2009, houve uma desacato que durou mais de 30 minutos, que começou na porta da discoteca S’rré Negra (50 metros da esquadra), continuou pela rua D. Luís, foi pela rua da igreja, continuou no terreiro e morreu em frente à “praça de sr. padre”. Mas, quando passava em frente a “plar d’igreja”, alguém ligou para à POP a dar conta do sucedido, só que, para o azar deste, a namorada de um dos responsáveis pelo desacato, deu conta da ligação e ameaçou o “quixument”: “Já bo tchmés, log a seguir eh bo vez“. Isto foi dito com uma naturalidade, dando a sensação que já sabem que aquilo não vai dar em nada. Minha gente, este desacato envolveu arma branca e arma de fogo (tendo esta sido utilizada apenas para ameaçar o adversário). Os policiais apareceram 10 minutos depois da chamada (da esquadra para o terreiro são apenas 3 minutos á pé), de carro, pararam no local alguns segundos e seguiram viajem rumo aos aposentos, onde possivelmente alguém os teria “importunado o espírito”.

3 – Outros 13% acham que não se dá a devida atenção a globalização e aos efeitos negativos que as áreas “mais favoráveis” terão sobre as “menos favoráveis”. A facilidade de troca constantes entre elas, acaba por originar tais incidências que, se não forem dadas a devida e momentânea atenção, só trará prejuízos aos habitantes do respectivo lugar.

 

 

Percebemos, no entanto que, segundo dados do estudo feito em 2007, sobre a o crime e a corrupção em Cabo Verde, muitas coisas falham no que diz respeito a não resposta positiva dos agentes de segurança, pois, não estão preparados para tal.

Incomodá-nos também saber que, se algum evento público for feito por parte de algum grupo dinamizador do concelho, eles mesmos é que pagam os serviços de policiamento, de forma a garantirem um bom nível de segurança nas suas actividades. Sem falar, no preço que cobram tendo em conta o nível de vida das pessoas e o preço que estas mesmas pagam para conseguir se entreter nesta tais actividades, ou seja, visto que o custo de vida é reduzido, o custo da diversão é consequentemente reduzido para se poder ter boa aderência de público, mas, boa parte deste receita, vai para à POP, porque exigem o número de policiais que acharem convenientes, sem falar que, dependerá sempre da disponibilidade individual de cada um deles porque quando se faz o policiamento dos eventos, são chamados aqueles que se encontrarem em folgas no horário respectivo do evento. Quem souber qual o enquadramento legal ou não deste procedimento policial, pedimos o favor de nos informar ou que poste aqui através de comentário, o link e a explicação relativa, de forma a esclarecer os nossos conterrâneos.

Outras questões preocupantes relativas as zonas rurais, da quais não temos informação concreta, gostaríamos de propor aos moradores destas áreas que partilhasse connosco algumas ocorrências e a forma como foram e são resolvidas tais questões de segurança nas suas localidades. Isto fará com que este assunto seja tema de conversa nos próximos tempo, fazendo com que as pessoas de direito tenham mais atenção a estas questões.

Acreditamos que a passividade, a submissão, o comodismo e o conformismo, são características que devemos eliminar do nosso meio, por contribuírem para a aumento da insegurança na Ribeira Grande.

Cordialmente,

 

Plurim

 

Obs. Aconselhamos vivamente que leia este “ESTUDO SOBRE O CRIME E CORRUPÇÃO EM CABO VERDE” e retire daí as suas próprias conclusões.

About plurim

Criado para relembrar, reabilitar, recuperar, redescobrir o nosso concelho da Ribeira Grande, Ilha da Santo Antão, Cabo Verde, este blogue terá como propósito enobrecer, por mérito próprio, aquele que nos viu nascer, crescer e tornar em mais um valor nacional, reconhecidos por prós, ignorados por contras. "Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória." Ver todos os artigos de plurim

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