Falando em Barragens…(Canto de Cagarra – Garça)

Falando em barragens para o Concelho da Ribeira Grande, saiu no jornal ASEMANA a seguinte notícia:

” Representantes de 15 empresas de construção civil portuguesas e cabo-verdianas interessadas em participar no concurso lançado em Dezembro de 2010 pelo Governo para a construção da barragem de Canto de Cagarra (Garça) foram conhecer o local esta quarta-feira, 16. É mais um passo dado no sentido de concretizar esta infra-estrutura, cujas obras devem arrancar em Outubro”…

…”A construção das duas barragens previstas para Santo Antão, confirmadas em Outubro do ano passado pelo titular da pasta de agricultura, José Maria Veiga, fazem parte de um programa de mobilização de água para a agricultura da ilha, que incluiu ainda a execução de duas dezenas de furos nos três concelhos da ilha.

Só a barragem de Canto de Cagarra deve mobilizar água para irrigar uma extensão de 400 hectares de parcelas agrícolas”.

Para o PLURIM, fazendo ou não barragens, devemos ser nós (Ribeiragrandenses) os fiscais permanentes destas empreitadas, pois quem decide ou deixa de decidir questão como “menos x metros ali, pode nos render algum”, “o material tal, é mais barato ali, apesar de ser menos resistente que o projectado”… Enfim, questões que nós conseguimos perceber que não serão benéficas, ou que não durarão o quanto devia, ou que nitidamente foram desviadas das suas reais intenções, devemos, de alguma forma, fazer ouvir as nossas vozes.

Há várias formas de o fazer:

– Rádios, Jornais, boca-a-boca, frente-a-frente, blogues, sites, manifestações, abaixo-assinados e muita vontade e criatividade.

– Pois é minha gente, boa parte do que se tem feito no nosso Concelho até agora, está constantemente a receber obras de recuperação devido ao mal trabalho prestado anteriormente. Os empreiteiros apenas estão lá para receber os seus honorários. Quem usufruirá dela, seremos nós, portanto, nós é que temos que garantir que ela seja feita em condições, porque já percebemos que “de boas intenções o inferno está cheio”

– As reuniões permanentes entre os empreiteiros e os responsáveis locais/centrais, não deverão deixar de levar em conta estudos por parte de todos os que lá vão estar, de pesquisas sobre o assunto, tanto pelo simples cidadão comum, como pelo responsável da câmara, ou mesmo os deputados que defendem o interesse do nosso Concelho.

– Sejamos exigentes, pois, quem pagará o erro da minoria, será sempre a maioria (povo).

Cordealmente,

Plurim

Fonte: (ASEMANA)


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About plurim

Criado para relembrar, reabilitar, recuperar, redescobrir o nosso concelho da Ribeira Grande, Ilha da Santo Antão, Cabo Verde, este blogue terá como propósito enobrecer, por mérito próprio, aquele que nos viu nascer, crescer e tornar em mais um valor nacional, reconhecidos por prós, ignorados por contras. "Quanto maiores são as dificuldades a vencer, maior será a glória." Ver todos os artigos de plurim

4 responses to “Falando em Barragens…(Canto de Cagarra – Garça)

  • Anibal Miranda

    Leonesa Fortes, sem dúvida que essa obra trará “n´s” benefícios para o nosso conselho e para a nossa ilha. Louco é aquele que disser o contrário. Mas o que está em causa e que me preocupo como Ribeiragrandense é a questão da qualidade da obra.
    Não é uma questão de “mandar bocas”. Podemos até ser os mestres nisso, mas no meu comentário limitei em fazer um alerta sobre o tema tratado nesse espaço. Regras são criadas pelas autoridades competentes e existem em todos os cantos, mas são essas mesmas autoridades que passam por cima delas. Por isso para aqueles que estão ligados ou que preocupam com o desenrola da política do nosso país, não faz insinuações porque sabem muito bem como funciona essa parceria entre Governo-Empresa-Partido. E nessa parceria quem sofre com as conseqüências é a sociedade. Exemplo disso é o que acontece com a estrada do Vale de RG e o que aconteceu recentemente com o de R.Torre. Se o do poilão ficou bom então o nosso tem que ficar melhor ainda porque cada caso é um caso. É isso que eu quero e espero que seja. Quanto a Liberdade de expressão esse é uma coisa que deveria ser resgatada e preservada. É incompreensível ver, num país onde se fala em democracia e liberdade, pessoas com medo de falar, de mostrar a cara e até preferem esconder por trás de nomes fictícios para não serem identificados. Ou então aqueles que tem opiniões contrarias são perseguidos. Que L.E é essa!
    Bem que eu gostaria que o PM, o Aristides Lima e o Manuel Inocêncio desse o exemplo de como respeitar a Constituição. Mas o que eu quero é que arranquem essa obra logo e espero que não fique só pela primeira pedra assim como as duas pontes que liga a nossa vila que só arrancou um bom tempo depois.
    Meus cumprimentos.

  • Janilson Cruz

    Boa tarde.

    Sem entrar em matéria de políticas ou de empresas de construção, o que está aqui em causa é a construção de uma barragem, infraestrutura essa, que servirá não só o vale da Garça, ou melhor as zonas a ele afecta directamente, mas sim todas aqueles que no futuro venham a precisar. Para quem conhece a realidade do vale e em especial onde vai ser construido, só tenho uma palvra a dizer ao Governo, MUITO OBRIGADO, porque além de ser cidadão nascido e criado em Cruzinha, e neste momento não estar em Cabo Verde, não deixo de sublinhar a grande obra que foi e que é a barragem do poilão na ilha de Santiago,e como ja referi, quem conhece a realidade do vale saberá que é de extrema importância essa construção, por diversos motivos. Em nome de toda a população da freguesia ou do vale da Garça, só tenho a dizer mais uma vez obrigado e que as obras correm na maior rapidez e sem esquecer de facto a qualidade de construção.

  • Leonesa Fortes

    Anibal Miranda, com todo o respeito pela opinião contrária, permite-me discordar da sua opinião. Primeiro, como disse e bem, os benefícios são por demais reconhecidos, que nem vale a pena referir a elas. Quanto aos custos de execução são também evidentes. A opção seria construir ou não construir. Mas ponderando os custos e benefícios, sem dúvidas que vencem os benefícios em larga escala. Por isso palmas para os propmotores e pela visão de transformação que está a ela associada. Quanto a insinuação de vicios no concurso, é claro que isso se enquadra naquilo que somos bons, que é o “mandar bocas”, sem procurar conhecer a fundo as regras de funcionamento dos processos. Deve saber que os concursos internacionais se regem por regras e procedimentos, cuja violação implica processos em tribunais, para além da descredibilização dos país que o promovam. EM Cabo Verde, tem-se feito uma grande aposta na modernização da administração pública, que entre outros ganhos, permitam garantir a transparência e a seriedade das instituições, sem contar com a lei de aquisições públicas aprovada em 2008 e que enquadra legalmente todos os processos de concursos. Insinuar por feeling, sem provas de nada, ou só porque é moda, não nos fica bem e peca por falta de seriedade. Quanto a qualidade da construção, penso que o êxito e sucesso da barragem de poilão, fala por si. Falar de “medo”, “represálias”, desculpe mas parece que não estamos a viver no mesmo país. Se há uma aposta que se tem feito, é promover a liberdade de expressão e o livre exercício da cidadania. E como disse o nosso PM, em caso de violação dos direitos consgrados, deve-se fazer a denúncia porque ninguém está acima da Constituição. Por isso, vamos unir em prol da rápida construção desta barragem em S. Antão, fiscalizando sim se necessário for e se houver razões para criticar, vamos criticar. Mas gratuitamente fazer insinuações, aí já não nos fica muito bem.
    Um grande abraço

  • Anibal Miranda

    Para construir uma obra dessa, é preciso levar em consideração o seu custo e o seu benefício.
    O seu beneficio todos nós sabemos qual será, mas qt ao seu custo, por envolver muitas rubias, o jogo de interesses é muito começando pelo próprio governo na escolha da empresa que vai construí-la. O governo lança o concurso público só para enganar a sociedade, mas na verdade num esquema de “uma mão lava a outra”, a empresa já foi escolhida faz tempo. E é ai que mora o perigo porque apresentam um orçamento que é um escândalo e a matéria-prima que será usada nessa obra não é das melhores qualidades e as conseqüências é prejuízo para todos nós visto que cada centavo para recuperá-lo sai dos nossos bolsos.
    Por isso que cada um de nós tem que ser um fiscal, um capataz e mestre de obra. Temos que protestar e denunciar diante das irregularidades.
    Mas isso é uma missão complicada porque vontade tem, mas só que ela vem regada de muito medo. Medo de represálias, de ser considerado um do “contra” ao desenvolvimento e principalmente de perseguições. O medo é tanto que quando aparece alguém com essa vontade, com esse feeling ele acaba se sentindo sozinho. Mas pelo bem do nosso conselho temos que unir porque unidos seremos um só. Abraço a todos.

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