Monthly Archives: Janeiro 2011

Segurança no nosso Concelho…boa ou má?

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Comentários e sugestões sobre esse tema, também são bem-vindos.

Cordialmente,

Plurim



Construção Civil no Concelho da Ribeira Grande

 

construção civil

A construção está, de certo, ligada a vida primata na terra, tempo em que o homem construía a sua própria habitação, cultivava o seu alimento e confeccionava o seu vestuário. Os conhecimentos técnicos concernentes à construção, à agricultura, à tecelagem, respondiam às necessidades do homem. O mundo sofreu várias transformações, o que implicou melhores condições para construir, tanto a nível económico, como a nível de segurança, uma vez que antigamente construía-se sem qualquer tipo de conhecimentos teóricos.

A construção era considerada o originário de uma época em que só existia Eng.ª civil/ Eng.ª militar, sendo esta que engloba todas as áreas, foi-se dividindo e hoje conhecemos várias Engenharias.

A Construção civil engloba a confecção de obras como casas, edifícios, pontes, barragens, fundações de máquinas, estradas, aeroportos e outras infra-estruturas, onde participam engenheiros civis e arquitectos, sendo estes titulares de um curso superior (grau mínimo, licenciatura) como diz a legislação. Toda a obra de construção civil deve ser previamente aprovada pelos órgãos municipais competentes.

Cabo Verde tem constituído uma aposta de investimentos por parte de promotores na área da construção. Considerado um destino turístico de excelência nos últimos anos, o arquipélago tornou-se assim uma atracção para a construção de grandes empreendimentos turísticos e imobiliários. Sendo Santo Antão uma das ilhas mais pobres, com a sua beleza paisagística incomparável, que a converte num atractivo turístico, encontra-se cada vez mais esquecida, tendo em conta que o turismo é o maior sector para o desenvolvimento económico do país.

No que diz respeito ao sector da construção, pode-se assim dizer que, a câmara municipal juntamente com o governo não colaboram com as empresas privadas sabendo que a ilha ainda apresenta vastas áreas por urbanizar. Com a mais demora para a criação destas infra-estruturas, Ribeira Grande ficará mais longe em relação as outras cidades.

Podemos destacar a Spencer Construções e Imobiliária, Lda. Esta tem vários projectos executados, alguns em curso e outros previstos para o futuro.

Para concluir, podemos dizer que a nossa integração na área de formação tem sido vantajosa, beneficiando de uma experiência em contexto real de trabalho, através do exercício de funções correspondentes á carreira superior, usufruindo assim de conhecimentos adquiridos ao longo do percurso académico.

Atenciosamente,

 

Dois Irmãos, dois amigos, dois Engenheiros Civis,

Dúnia Neves Maurício Cruz e José Pedro Maurício Cruz


Ladrão cara-de-pau (video)

Ladrão cara-de-pau

Ladrão cara-de-pau 2

 


Pessoas Importantes na vida dos Ribeiragrandenses

Postamos estas imagens para homenagear pessoas que, de certa forma, fazem parte do património humano do nosso concelho, não por serem tomados como “doidos” (por muitos), mas sim por fazerem parte de nós, da nossa convivência e de muitas coisas mais.

Estas pessoas lembram-me a minha infância, a minha juventude, a minha vivência na vila (ups cidade), enfim, muitas boas recordações.

Relembramos que este post em nada tem a ver com a vertente de “gozo” que muitas pessoas insistem em conotá-las.

Algumas delas sofrem de problemas mentais, alcoólicas, entre outros, mas, a nossa falta de recursos para os tratar é superada com a boa convivência que a população sempre manteve, preservando sempre a amizade, o respeito e a dignidade de cada cidadão do concelho. Esperemos que assim continue e que aqueles que agiram mal perante estas pessoas, se redimem e dê o devido valor aos mesmo.

“OBRIGADO POR VOCÊS EXISTIREM NAS NOSSAS VIDAS”

OBS: – Quem, de alguma forma, queira ver retirada alguma imagem, por de algum familiar se tratar, favor entrar em contacto com “plurim”, que a mesma será retirada de imediato.

– Comentários desagradáveis e que possam ferir susceptibilidades não serão aceites.

Plurim

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Sondagem: Campeonato da Região Norte de Santo Antão


O fim trágico de Santo Antão à vista

 

Concelho da Ribeira Grande, Santo Antão triste

Concelho da Ribeira Grande, Santo Antão - triste

Até quando os nossos olhos teimarão em não ver o que o nosso coração insiste em sentir?

A nossa querida ilha, em particular o nosso concelho da Ribeira Grande, afunda-se a olhos vistos e fica, dia após dia, aquém dos acontecimentos e desenvolvimento de Cabo Verde, em particular e do mundo, em geral.

Santo Antão é a segunda maior ilha de Cabo Verde, com paisagens das mais lindas do mundo, – repito: DO MUNDO – mas, é em contrapartida uma das ilhas mais esquecidas do nosso país, que todos os dias vê a sua juventude abandona-la em detrimento de outras ilhas “mais favoráveis”, onde são criadas condições que permitam qualquer jovem sonhar, afirmar e vingar profissionalmente e não só.

 

Estamos parados no tempo, porque não existe vontade dos dirigentes políticos em traçar prioridades para o desenvolvimento desta maravilhosa ilha.

A meu ver, preocupam-se essencialmente com problemas de resolução imediata que sirvam para enganar os olhos dos cidadãos, por estas serem identificados como grandes fontes de voto. Enquanto isso, lá se vai a nossa ilha no embalo suave rumo ao drama da solidão, no que se refere ao abandono dos jovens e ao consequente aumento da população idosa. Não esquecendo o facto de, ao ser forçada a abandonar a ilha que os viu nascer e crescer e ter um dia sonhado com as condições e oportunidades que alguns têm e nós não, esta população jovem já nem sequer servirá de apoio aos pobres idosos que um dia lutaram para o futuro desta ilha.

Tenho a plena convicção de ser “gente” da mesma forma que os patrícios de outras ilhas, “gente” humilde, “gente” inteligente, “gente” trabalhadora, “gente” que gosta da nossa querida e esquecida ilha, “gente” que sonha ver crescer e ajudar a crescer os quatro cantos de Santo Antão.

Não seria arrogância minha afirmar que os jovens do nosso concelho e ilha, desde sempre, representaram o nível máximo de Q.I. dos quadros cabo-verdianos, pois, quem não conhece “senhores” da ilha das montanhas que são directores, chefes dos inúmeros ministérios, empresários de renome, enfim, detentores de cargos de extrema importância no contexto nacional e não só? Não quero com isso dizer, que os nossos conterrâneos com cargos “menos importantes”, não mereçam destaque no nosso país. Esta afirmação apenas suscita algumas perguntas pertinentes:

1 – Porquê tantos lugares importantes ocupados por pessoas de Santo Antão em Cabo Verde, mas não em Santo Antão?

2 – Porque é que não são criadas condições e políticas que permitam ganhar um pouco de independência em relação a ilha de Santiago, por exemplo?

3 – Porque é que não se criam políticas de desenvolvimento e de incentivos (o homem vive de incentivos) que permitam investimentos de forma segura na nossa ilha, gerando assim emprego e evitando o abandono da população jovem e não só?

4 – Porque é que os detentores de grandes cargos, não reúnem forças e reivindiquem os nossos direitos, já que, de alguma forma, conseguiram algum poder para isso? Ou será que o umbigo do outro é-lhes indiferente?

5 – Porque é que muitos destes detentores de grandes cargos, só se lembram o nome e o caminho de “casa” apenas quando se trata de interesses pessoais (nestes dias correntes, partidários)?

6 – Quem já não ouviu a nossa gente dizer esta célebre frase de tempo de campanha: “kel lá ti te dzê que lê fi de sintonton…!, jal lembrá nem?!, Só na hora de Voto kel te lembrá kel tem casa…”

7 – Porque é que há várias pessoas que pensam como eu, mas não fazem ouvir as suas vozes e unirmos para evitar um fim trágico à vista?

Hamilton R. O. Lima

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.”
Martin Luther King


Turismo, a aposta do presente em Santo Antão

Durante as últimas duas décadas, o mundo sofreu extensas transformações sociais e económicas. Uma das mais significativas e visíveis alterações é o aumento da taxa de gastos com serviços turísticos resultante da globalização dos destinos, diversificação cada vez maior da procura e uma diferenciação do produto. Muitas regiões actualmente colocam o turismo como uma parte importante e integrante das suas estratégias de desenvolvimento económico (SINCLAIR, 1998; JACKSON et al. 2005).

Em Cabo Verde a actividade turística vem ganhando significativa importância nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a rede hoteleira local aumentou 9,5% no ano de 2009, passando para 173 estabelecimentos, que disponibilizam 6367 quartos, 11720 camas e 14096 lugares. Os dados do INE indicam que, de um modo geral, as diárias nos estabelecimentos hoteleiros de Cabo Verde cresceram 10,6% no ano de 2009, tendo sido registados cerca de 330 319 hóspedes. Ainda de acordo com o INE (2009) actualmente a ilha do Sal é responsável por cerca de 57% das entradas de turistas por ilhas, seguido de Santiago 20.1%, Boavista 9.9%, São Vicente 7.6% Santo Antão 2.7%, Fogo 2.0%, São Nicolau 0,4%Maio: 0,2%, Brava 0.1%.

O turismo é um motor do crescimento económico, com especial incidência ao nível regional, mas o impacto a nível nacional também é significativo (SHARPLEY, 2002; JACKSON et al. 2005). Se o turismo é de significativa importância a nível nacional, a nível regional este sector apresentada como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento regional e o crescimento económico, acreditando ser uma das armas para evitar a estagnação económica das regiões (FERREIRA; ESTEVÃO, 2009).

Com um potencial elevado para o ecoturismo e o turismo de montanha, a ilha de Santo Antão oferece todavia uma diversidade de atractivos turísticos, tais como a beleza paisagística dos vales e montanhas, excelentes para as práticas de hicking, trekking, canyoning e outras relacionadas, incluindo-se também excelentes condições para o turismo de desportos subaquáticos e investigação marinha.

A ilha possui 5 áreas protegidas, os Parques Naturais de Cova-Ribeira da Torre-Paúl, Moroços e Tope de Coroa, a Paisagem Protegida das Pombas e a Reserva Natural de Cruzinha. Na parte sul da ilha, no conselho de Porto Novo, a paisagem agreste e do tipo lunar (particularmente na região do Planalto Norte) permite potencializar outros produtos turísticos, destacando-se por exemplo o turismo gastronómico (nas localidades de Lajedos e Norte, cujo queijo tradicional está catalogado como património mundial do gosto e consta do menu do Movimento Slow Food).

Diante disso, pode-se afirmar que o turismo constitui actualmente uma das alternativas para o desenvolvimento socioeconómico para a base local que, se explorada de forma eficaz, eficiente e mediante os parâmetros da sustentabilidade poderá contribuir, não só para o desenvolvimento económico local, como também para a afirmação de Santo Antão como um dos principais destinos turístico de Cabo Verde.

Assim sendo, sugere-se um maior engajamento dos agentes da esfera pública e privada em prol de acções conjuntas para massificação do turismo em Santo Antão.

Valter M. M. Fortes